A TERMINOGRAFIA DIDÁTICO-PEDAGÓGICA E AS SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS NO ENSINO DE LEITURA EM ESP

Sabrina Bonqueves Fadanelli

Resumo


O professor de ESP (English for Specific Purposes - HUTCHINSON; WATERS, 1987) que desenvolve um trabalho com a terminologia de uma área técnica específica encontra poucos materiais de apoio ao ensino de leitura em língua estrangeira. Se por um lado as Sequências Didáticas - SDs - (Dolz, Noverraz e Schneuwly 2004) podem oferecer uma opção ao professor de ESP que deseja melhorar a capacidade de leitura de seus alunos, por outro, pouco se encontra sobre uma possível combinação das SDs com a terminografia. Desta forma, propomos uma metodologia de linha terminográfica que forneça uma ajuda mais específica ao que o profissional de ESP necessita. A proposta deste artigo descreve a Terminografia Didático-Pedagógica, uma metodologia baseada na combinação de dados extraídos de Gêneros Textuais (Swales 1990) relevantes a um contexto de ensino com dados extraídos do próprio contexto de ensino, a fim de confecionar materiais e ferramentas específicas às necessidades dos alunos. A conceituação teórica da Terminografia Didático-Pedagógica é descrita e conectada aos procedimentos principais das Sequências Didáticas. 


Palavras-chave


Terminografia didático-pedagógica; leitura; ESP; Sequências didáticas

Texto completo:

PDF

Referências


ANDRADE DE SOUZA, S. 2013. Ressignificando o Ensino de Inglês Instrumental em Contexto Profissional de Nível Médio: Uma Proposta Baseada em Sequência Didática. Dissertação de Mestrado. Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução, Universidade de Brasília.

ANTHONY, L. 2004. AntConc: A Learner and Classroom Friendly, Multi-Platform Corpus Analysis Toolkit. Proceedings of IWLeL 2004: An Interactive Workshop on Language e-Learning. Disponível online em: https://dspace.wul.waseda.ac.jp/dspace/bitstream/2065/1390/1/01.pdf Acesso em Novembro 2016.

BARROS, L. A. 2004. Curso Básico de Terminologia. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo.

BERBER-SARDINHA, T. 2004. Linguística de Corpus. São Paulo: Manole.

___________________. 2009. Pesquisa em Linguística de Corpus com Wordsmith Tools. Campinas: Mercado de Letras.

BIBER, D. 1988. Variation across Speech and Writing. Cambridge: Cambridge University Press.

BOULANGER, J.C. 2001. Convergências e divergências entre a lexicografia e a terminografia. IN: LIMA, M.S.& RAMOS, P.C. (orgs.). 2001. Terminologia e ensino de segunda língua. Porto Alegre: NEC, ABECAN. pp. 7-28.

BOURIGAULT, D.; JACQUEMIN C.; L'HOMME, M. 2001. Recent Advances in Computational Terminology. Amsterdan: John Benjamins Publishing.

BOURIGAULT, D. SLODZIAN, M. 2004. Por uma terminologia textual. In: KRIEGER e ARAÚJO (orgs.) Cadernos de Tradução. Porto Alegre: Instituto de Letras, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. pp.29-32

BURNS, A. 2010. Doing Action Research in English Language Teaching. A Guide for Practitioners. New York: Routledge.

CABRÉ, M.T. 1999. La terminologia: representación y comunicación. Elementos para une teoria de base comunicativa y otros artículos. Barcelona: Institut Universitari de Linguística Aplicada.

CABRÉ, M. T. FREIXA, J. LORENTE, M. TEBÉ, C. 1998. La Terminologia hoy: replanteamiento o diversificación. Organon. 12. 26: 33-41. Disponível online em: https://www.upf.edu/pdi/iula/judit.freixa/docums/ca_fre_lor_tebe_98_orga.pdf. Acesso em Novembro 2015.

CIAPUSCIO, G. 1998. El término en los textos: una propuesta integradora para el análisis de la variación conceptual. Actas del RITERM, Havana.

___________. 1998. La Terminologia desde el punto de vista textual: selección, tratamiento y variación. Organon, 12.26:43-65. Porto Alegre.

__________. 2003. Textos especializados y terminología. Barcelona: Institut Universitatari de Lingüística Aplicada, Universitat Pompeu Fabra.

CRISTÓVÃO, V.L.L. et al. 2010. Uma proposta de planejamento de ensino de Língua Inglesa em torno de Gêneros Textuais. Letras, 20. 40: 191–215.

DOLZ, J. NOVERRAZ, M. SCHNEUWLY, B. 2004. Sequências Didáticas para o oral e a escrita: apresentação de um procedimento. In: SCHNEUWLY, B. DOLZ, J. (Orgs.). 2004. Gêneros Orais e Escritos na Escola. Campinas: Mercado de Letras, pp.95-128.

DÖRNYEI, Z. 2007. Research Methods in Applied Linguistics. Oxford: Oxford University Press.

DROUIN, A.M. 1995. A Pedagogia. São Paulo: Edições Loyola.

FINATTO, M.J.B. 2004. Termos, textos e textos com termos: novos enfoques dos estudos terminológicos de perspectiva linguística. In: ISQUERDO, A.N.; KRIEGER, M.G. (Orgs.). As ciências do léxico: lexicologia, lexicografia, terminologia, v. II. Campo Grande: Ed. UFMS. pp. 341-357.

__________ . 2014. Orientações para a terminografia: das teorias às práticas em busca de amplitude da informação terminológica. In: ISQUERDO, A.N.; DAL CORNO, G.M.. (Orgs.). 2014. As ciências do léxico: lexicologia, lexicografia, terminologia, v. VII. Campo Grande: Ed. UFMS. pp. 439-458.

HUTCHINSON, T. WATERS, A. 1987. English for Specific Purposes. Cambridge: Cambridge University Press.

KRIEGER, M.G. 2004. Do reconhecimento de terminologias: entre o lingüístico e o textual. In: ISQUERDO. A.N & KRIEGER, M.G. As ciências do léxico, v.3, Campo Grande,UFMS. pp. 327-339.

KRIEGER, M.G. FINATTO, M. J. B. 2004. Introdução à Terminologia: teoria e prática. São Paulo: Contexto.

LIBÂNEO, J. C.1990. Didática. São Paulo: Cortez .

________.1999. Pedagogia e pedagogos, para quê? São Paulo: Cortez.

LOPES, L. VIEIRA, R. 2009. EXATOLP – Extrator Automático de Termos para Ontologias em Língua Portuguesa. Relatório Técnico n.54 PPGCC FACIN PUCRS.

LUAIZA, B.A. 2008. Pedagogia e Didática: duas ciências autônomas. Imperatriz: BeniRos.

MACKEY, A. GASS, S. 2011. Second Language Research. Methodology and Design. New York: Routledge.

MCDONOUGH, J. MCDONOUGH, S. 2006. Research Methods for English Language Teachers. London: Arnold.

SEEMANN, P.A. 2011. A Construção de um Glossário Bilíngue de Futebol com o apoio da Linguística de Corpus. Dissertação de mestrado. USP.

SOARES, K.A.S.C. FILHO, M.M.N.AGUIAR, A.A.S.A. 2015. Sequências Didáticas para o Ensino de Inglês Instrumental no Curso Tecnológico em Agronegócio. IV Congresso Estadual de Iniciação Científica do IF Goiano.

SWALES, J. M. 1990. Genre Analysis: English in Academic and Research Settings. Cambridge: Cambridge University Press.

TEIXEIRA, R.B.S. 2010. Termos de (Onco)Mastologia: uma abordagem mediada por corpus. Dissertação de Mestrado. PUC São Paulo.

TEMMERMANN, R. 1997. Questioning the univocity ideal. The difference between socio-cognitive Terminology and traditional Terminology. Hermes, Journal of Linguistics, 18: 51-90.

_______________. 2000. Towards New Ways of Terminology Description: The Sociocognitive Approach. Amsterdam/Philadelphia: John Benjamins.

_______________. 2004. Teoria Sociocognitiva da Terminologia. In: ARAÚJO, L. KRIEGER, M.G. Cadernos de Tradução 17. Porto Alegre: Editora da UFRGS. pp. 31-50.

VIEIRA, R. LOPES, L. 2010. Processamento de Linguagem Natural e o tratamento computacional de linguagens científicas. In: PERNA, C. B. L. DELGADO, H. O. K.

FINATTO, M. J. B. (Orgs.). 2010. Linguagens especializadas em corpora: modos de dizer e interfaces de pesquisa. Porto Alegre: EDIPUCRS. pp. 128-151.

VILAÇA, M. L. C. 2010. English for Specific Purposes: fundamentos do ensino de inglês para fins específicos. Revista Eletrônica do Instituto de Humanidades, n. XXXIV. Disponível online em: http://publicacoes.unigranrio.com.br/index.php/reihm/article/viewFile/1715/808. Acesso em Novembro de 2016.




DOI: https://doi.org/10.23925/2318-7115.2018v39i1a2

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM


Indexicadores

Apoio

A Revista The Especialist e os textos aqui publicados estão licenciados com uma Lincença Creative Commons: Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0)