CHAMADA FRONTEIRAZ 38
Tema: Subjetividades não humanas na literatura
Organizadores:
Carlos Eduardo Siqueira Ferreira de Souza (PUC-SP)
Danielle Freitas (UFMG)
Maria Aparecida Junqueira (PUC-SP)
Os trabalhos submetidos devem seguir rigorosamente as normas aqui descritas. Aqueles que não seguirem as normas serão rejeitados.
IMPORTANTE: A comunicação entre revista e autores é feita pelo sistema de submissão. É imprescindível que os autores acessem com frequência o sistema para verificar a atualização do processo de avaliação, uma vez que as mensagens enviadas por e-mail vão, com frequência, à caixa de SPAM.
Formato de artigo
Os artigos devem ter a extensão mínima de 15 e máxima de 20 páginas. Artigos que apresentarem número de páginas incompatível com o determinado para mínimo e máximo não serão aceitos.
Primeira página
OBSERVAÇÃO:
SE O ARTIGO ESTIVER EM PORTUGUÊS, O RESUMO, AS PALAVRAS-CHAVE E O TÍTULO DEVERÃO VIR EM PORTUGUÊS E INGLÊS. SE O ARTIGO ESTIVER EM ESPANHOL OU INGLÊS, O RESUMO, AS PALAVRAS-CHAVE E O TÍTULO DEVERÃO VIR EM PORTUGUÊS E ESPANHOL OU EM PORTUGUÊS E INGLÊS.
Corpo do artigo: Seções, subseções, notas
Notas
As notas devem aparecer ao pé da página, em Times New Roman, corpo 10, justificado, espaço simples, numeradas de acordo com a ordem de aparecimento.
Importante: as notas devem ser utilizadas para expor comentários do autor do artigo, para a inserção de alguma informação adicional ou para a apresentação de textos traduzidos em sua língua original. Esse espaço não deve ser utilizado para listar referências, que devem constar na lista final após o texto.
Uso de recursos tipográficos: itálico, negrito, sublinhado e “aspas”
Itálico: deverá ser utilizado em três situações: palavras de língua estrangeira, citação de títulos de obras no corpo do texto, ênfase ou destaque de palavra ou trecho do texto.
Negrito: utilizá-lo apenas no título do artigo em português e na língua estrangeira, nos títulos das seções e subseções e nos títulos das obras nas referências.
Sublinhado: evitar esse recurso tipográfico.
Aspas duplas: devem ser empregadas no corpo do texto quando houver citações que não ultrapassem três linhas. Esse recurso também deve ser empregado em títulos de artigos, canções, partes de obras ou capítulos. As aspas simples são utilizadas para indicar citação no interior da citação.
Citações: direta com mais de três linhas
Para citação direta com mais de três linhas, submeter o trecho citado a um recuo de 4 cm, sem adentramento no começo do parágrafo, fonte 11 e espaço simples. NÃO empregar aspas. No final, entre parênteses, inserir: sobrenome do autor (só a primeira letra do sobrenome em maiúscula), data da edição utilizada, número da página. Utilizar espaço 1,5 antes e depois da citação. O ponto final deve ser usado para encerrar o período e não o trecho citado.
Ex:
Pois quanto tempo ainda faltaria para que aquele homem inventasse a tecla, criasse o órgão, dominasse os registros do órgão, usasse casaca e laço e se sentasse num banco? Quanto tempo faltaria para que a mulher vestisse saia de renda e decote enfeitado com um colar de pérolas? O Criador sentou-se apreensivo (Jorge, 2014, p. 41).
Para citação com mais de três autores, indique, entre parênteses, o primeiro autor seguido da expressão et al. (em itálico), data: (Cassanas et al., 2003, p. 205). Para citação direta com menos de três linhas, o trecho citado deve vir entre aspas, e a referência deve aparecer ao final da citação.
Ex.: Segundo Bakhtin, “[...] todos os diversos campos da atividade humana estão ligados ao uso da linguagem” (2003, p. 261).
É necessário indicar com o uso de [...] as partes das citações que foram suprimidas, seja no início, meio ou final da citação.
Para enfatizar trechos da citação direta, deve-se destacá-los com a expressão grifos nossos, como último elemento da indicação da citação, separado por vírgula e dentro dos parênteses. Ex: (Jorge, 2014, p. 41, grifos nossos)
Todas as citações de textos estrangeiros devem ser traduzidas para o português e devem vir citadas em português. O texto no idioma original deve aparecer em nota de rodapé. Usar, sempre que possível, as traduções já existentes. Quando a tradução for do autor do artigo, deve ser empregada a expressão "tradução nossa".
Ex: (Benjamin, 1991, p. 475-476, tradução nossa)
REFERÊNCIAS
A palavra REFERÊNCIAS deve vir em maiúsculas, negrito, Times 12, sem adentramento, alinhada à esquerda, espaço simples. A primeira entrada deve vir na segunda linha abaixo da expressão REFERÊNCIAS.
As referências, formatadas de acordo com as normas da ABNT, devem conter somente as obras citadas no texto.
As referências devem ser citadas em ordem alfabética, sem numeração, com espaçamento simples entre elas. Caso haja mais de uma obra do mesmo autor, o nome deve constar em todas as obras. Citar respeitando a ordem cronológica de publicação; caso haja mais de uma obra do mesmo autor publicada no mesmo ano, diferenciá-las por meio de a, b e c.
IMPORTANTE: o nome do autor deve vir ABREVIADO.
Ex.: BAKHTIN, M. Problemas da poética de Dostoiévski. Trad. Paulo Bezerra. 4. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2008.
Quando houver quatro ou mais autores, indicar todos, ainda que no corpo do artigo possa ser usada a expressão et al.
Quando se tratar de livro em formato eletrônico, deve-se inserir o formato após a referência completa.
Ex.: GODINHO, T. Vida organizada: como definir prioridades e transformar seus sonhos em objetivos. São Paulo: Gente, 2014. E-book.
SOBRENOME DO AUTOR, Nome do autor abreviado. Título do capítulo sem destaque. In (em itálico): seguida das referências do livro: SOBRENOME DO AUTOR, Nome de autor abreviado. Título do livro (em negrito, somente a primeira letra em maiúscula): subtítulo (sem itálico). Trad. Nome do Tradutor. Edição. Local: editora, data, número das p. (páginas consultadas) ou v. (Série ou Coleção).
Ex.: BENJAMIN, W. Sobre o conceito de história. In: BENJAMIN, W. Magia e técnica, arte e política. Ensaios sobre literatura e história da cultura. Trad. Cláudia de Moraes Rego. v. 1. São Paulo: Brasiliense, 2012, p. 222-232.
SOBRENOME DO AUTOR, Nome do autor abreviado. Título: subtítulo. In (em itálico): NOME DO EVENTO (em caixa alta), número, ano, local de realização. Título da publicação: subtítulo da publicação. Tipo de publicação [...] (em negrito seguida de reticências entre colchetes). Local de publicação (cidade): Editora, data, páginas inicial-final do trabalho.
Ex.: BRAYNER, A. R. A.; MEDEIROS, C. B. Incorporação do tempo em SGBD orientado a objetos. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE BANCO DE DADOS, 9, 1994, São Paulo. Anais [...]. São Paulo: USP, 1994, p. 16-29.
SOBRENOME DO AUTOR, Nome do autor abreviado. Título do artigo (sem destaque). Nome do periódico (em negrito), cidade, volume e número do periódico, páginas, data de publicação.
Ex.: SCHØLLHAMMER, K. E. Realismo afetivo: evocar realismo além da representação. Estudos de literatura brasileira contemporânea. Brasília, n.39, p. 129-148, 2012.
SOBRENOME DO AUTOR, Nome do autor abreviado. Título do artigo. Título do jornal (em negrito), Número ou título do caderno, seção ou suplemento, local, páginas inicial-final, dia, mês, ano.
Ex.: BRASIL, U. Borges admirava faroestes e a Lua. O Estado de S. Paulo, Caderno 2, São Paulo, p. D3, 31 out. 2009.
SOBRENOME DO AUTOR, Nome do autor abreviado, título (negrito): subtítulo (sem destaque), ano, número de folhas ou volumes, (Categoria e área de concentração) Nome da Faculdade, Nome da Universidade, cidade.
Ex: XAVIER, A. C. O hipertexto na sociedade de informação: a constituição do modo de enunciação digital, 2002, 180 p., (Tese de Doutorado em Linguística) IEL, UNICAMP, Campinas.
SOBRENOME DO AUTOR, Nome do autor abreviado. Título do artigo. Nome do periódico. Cidade, volume do periódico, número do periódico, ano. Disponível em: (sem adicionar < > ou [ ]). Acesso em: dia mês (abreviado) e ano.
Ex.: FÉRAL, J. Por uma poética da performatividade: o teatro performativo. Sala Preta, v. 8, p. 197-210, 2008. Disponível em: https://doi.org/10.11606/issn.2238-3867.v8i0p197-210. Acesso em 20 jun. 2023.
NOME DO FILME. Diretor. Estúdio de produção do filme. País de origem da produção: ano de produção. Local da distribuidora: Nome da distribuidora, ano. Suporte [VHS ou DVD]. (Tempo de duração), colorido ou p & b.
EX.: MACUNAÍMA. Joaquim Pedro de Andrade. Filmes do Serro/Grupo Filmes/Condor Filmes. Brasil: 1969. Rio de Janeiro: Videofilmes, 1969. Versão restaurada digitalmente, 2004. [DVD]. (105 minutos), colorido.
AUTOR. Título [quando não existir título, atribuir um ou indicar sem título, entre colchetes]. Ano. Especificação do suporte. Havendo mais dados, podem ser acrescentados para melhor identificação do material.
Ex.: ALMEIDA JÚNIOR. Caipira picando fumo. 1893. Óleo sobre tela. São Paulo, Pinacoteca do Estado de São Paulo.
SOBRENOME DO ARTISTA, Nome do artista [ou NOME DO GRUPO]. Título da obra: subtítulo [Indicar se é CD ou Vinil]. Local da gravadora: Nome da gravadora, ano.
Ex.: VELOSO, C. Caetanear. [Vinil]. São Paulo: Polygram, 1989.
Partes de discos (canções, peças etc.)
AUTOR DA CANÇÃO. Título da canção. In: AUTOR DO DISCO. Título da obra: subtítulo [informar se é CD ou Vinil]. Local da gravadora: nome da gravadora, ano.
Ex.: VELOSO, Caetano. O quereres. In: VELOSO, C. Caetanear [CD]. São Paulo: Polygram, 1989.
OBSERVAÇÕES
Utiliza-se a expressão sine loco, abreviada, entre colchetes [S. l.] (em itálico), caso não seja possível identificar o local de publicação. Os de sine deve ser grafado em letra maiúscula quando for o primeiro elemento dos dados de publicação.
Ex.: KRIEGER, G.; NOVAES, L. A.; FARIA, T. Todos os sócios do presidente. 3. ed. [S. l.]: Scritta, 1992. 195 p.
Quando o local e o editor não puderem ser identificados na publicação, devem-se utilizar as expressões sine loco e sine nomine, abreviadas, entre colchetes e separadas por dois pontos [S. l.: s. n.] (em itálico).
Ex.: GONÇALVES, F. B. A história de Mirador. [S. l.: s. n.], 1993.
FIGURAS
As ilustrações deverão ter a qualidade necessária para publicação. Deverão estar centralizadas, precedidas de título, em fonte 12/negrito, e seguidas de referência, em fonte 10/negrito; e designadas, no texto, de forma abreviada, como figura (Fig. 1, Fig. 2 etc.). Deverão vir em arquivos JPEG.
RESENHAS
FronteiraZ aceita resenhas apenas de textos teóricos relevantes para os estudos literários e que tenham sido publicados nos últimos dois anos no Brasil e até quatro anos no exterior.
As resenhas devem ter a extensão de cinco a oito páginas. Devem conter, no início, a referência completa da obra resenhada, incluindo o número de páginas, em fonte 14, negrito e espaçamento simples, centralizado, sem título, sem resumo, sem palavras-chave, sem referências ao final do texto, sem citações que excedam três linhas, ou citações que não sejam da obra resenhada.
O nome do autor da resenha deve vir três linhas abaixo da referência (espaçamento simples). Deve ser seguido de asterisco que remete ao pé da página com a qualificação do autor: instituição a que pertence, Faculdade, Departamento ou Programa de Pós-Graduação, cidade, estado, país e endereço eletrônico (sem a palavra e-mail).
O texto da resenha deve vir sete espaços simples abaixo do nome do autor em Times New Roman, corpo 12 e espaço 1,5, justificado. Adentramento: 1,25 cm para assinalar início de parágrafo.
TRADUÇÃO
FronteiraZ aceita tradução de artigos científicos estrangeiros, de interesse para a área de investigação da revista. A formatação deve seguir o modelo de artigo, no que couber.
INFORMAÇÕES GERAIS
OBSERVAÇÃO
Não serão aceitos trabalhos enviados por e-mail fora do sistema da revista.
4.Artigos
Os artigos devem estar vinculados à temática de cada número e seguir as “Diretrizes para autores” para sua formatação.
Artigos vinculados aos estudos literários em geral, independente da temática de cada número. Devem seguir as "Diretrizes para autores".
FronteiraZ aceita tradução de artigos científicos estrangeiros, de interesse para a área de investigação da revista e que tenham sido publicados nos últimos dois anos, considerando a relevância da produção. Não é necessário que a tradução esteja vinculada com o tema do número da revista. A formatação deve seguir o modelo de artigo, no que couber.
FronteiraZ aceita resenhas apenas de textos teóricos relevantes para os estudos literários e que tenham sido publicados nos últimos dois anos no Brasil e até quatro anos no exterior. Não é necessário que estejam vinculadas com o tema do número da revista e devem seguir as Diretrizes para Autores.
Artigos
Os artigos devem estar vinculados à temática de cada número e seguir as “Diretrizes para autores” para sua formatação.
Fazer uma nova submissão para a seção Artigos.
Ensaios Literários
Artigos vinculados aos estudos literários em geral, independente da temática de cada número. Devem seguir as "Diretrizes para autores".
Fazer uma nova submissão para a seção Ensaios Literários.
Tradução
FronteiraZ aceita tradução de artigos científicos estrangeiros, de interesse para a área de investigação da revista e que tenham sido publicados nos últimos dois anos, considerando a relevância da produção. Não é necessário que estejam vinculadas com o tema do número da revista. A formatação deve seguir o modelo de artigo, no que couber.
Fazer uma nova submissão para a seção Tradução.
Resenha
FronteiraZ aceita resenhas apenas de textos teóricos relevantes para os estudos literários e que tenham sido publicados nos últimos dois anos no Brasil e até quatro anos no exterior. Não é necessário que estejam vinculadas com o tema do número da revista e devem seguir as Diretrizes para Autores.
Fazer uma nova submissão para a seção Resenha.
Estudos
A seção de Estudos tem por objetivo a publicação de pesquisas realizadas pelos Grupos de Pesquisa do PEPG em Literatura e Crítica Literária. Os Estudos não precisam estar vinculados, necessariamente, com a temática de cada número e devem seguir as “Diretrizes para autores”.
Fazer uma nova submissão para a seção Estudos.
Entrevista
A seção Entrevista traz a exposição em vídeo de um convidado – escritor, crítico literário, ou pesquisador especialista – que abordará algum aspecto referente à temática de cada número.
Fazer uma nova submissão para a seção Entrevista.
Política de Privacidade EditarEditar Política de Privacidade
Os nomes e endereços informados nesta revista serão usados exclusivamente para os serviços prestados por esta publicação, não sendo disponibilizados para outras finalidades ou a terceiros.
Os artigos devem estar vinculados à temática de cada número e seguir as “Diretrizes para autores” para sua formatação.
Artigos vinculados aos estudos literários em geral, independente da temática de cada número. Devem seguir as "Diretrizes para autores".
FronteiraZ aceita tradução de artigos científicos estrangeiros, de interesse para a área de investigação da revista e que tenham sido publicados nos últimos dois anos, considerando a relevância da produção. Não é necessário que estejam vinculadas com o tema do número da revista. A formatação deve seguir o modelo de artigo, no que couber.
FronteiraZ aceita resenhas apenas de textos teóricos relevantes para os estudos literários e que tenham sido publicados nos últimos dois anos no Brasil e até quatro anos no exterior. Não é necessário que estejam vinculadas com o tema do número da revista e devem seguir as Diretrizes para Autores.
| Qualis: A3 |
| Área do conhecimento: Linguística e Literatura |
Tema: Subjetividades não humanas na literatura
Organizadores:
Carlos Eduardo Siqueira Ferreira de Souza (PUC-SP)
Danielle Freitas (UFMG)
Maria Aparecida Junqueira (PUC-SP)
50 anos do golpe militar na Argentina: literatura e experiência autoritária
no Cone Sul
Editores:
Amanda Lacerda de Lacerda - Universidade Estadual de Campinas
Leonardo da Silva Claudiano - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Valéria Gomes Ignácio da Silva - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Em 2026, completam-se 50 anos do golpe civil-militar que instaurou na Argentina um dos
regimes mais violentos e sistemáticos de repressão política da história latino-americana. A
efeméride convida não apenas à rememoração, mas à reflexão sobre as formas pelas quais a
literatura tem se constituído como espaço privilegiado de denúncia, elaboração simbólica da
violência e resistência ao apagamento imposto pelos Estados autoritários.
A tradição intelectual argentina voltada para a interpretação deste período e suas
reverberações é amplamente reconhecida por meio do trabalho de autores como Beatriz
Sarlo, Ricardo Piglia, Josefina Ludmer, Elizabeth Jelin, Nora Strejilevich, entre outros, que
desenvolveram textos críticos, ensaísticos, testemunhais e literários sobre a memória e seus
trânsitos pelo passado e o presente da ditadura militar.
As ditaduras do Cone Sul — Argentina, Brasil, Chile e Uruguai — revelam-se um território
fértil para investigar os modos de inscrição da experiência histórica extrema na linguagem. A
literatura latino-americana, com especial destaque a partir dos anos 2000, tem se debruçado
sobre essa “nuvem insidiosa” (Sarlo, 2005, p.9) para dar-lhe contorno, atribuir-lhe um sentido
que contribua para a compreensão do presente.
Nas obras de escritores como Félix Bruzzone, Nona Fernández, Marcelo Rubens Paiva,
Renato Tapajós, Mário Benedetti, Fernanda Trías, Alejandro Zambra, Marta Dillon, entre
outros, o real não se apresenta como dado transparente, mas como construção tensionada por
traumas, silêncios, fragmentações e disputas de sentido. As diferentes formas do realismo —
em suas variações, impasses e fraturas — operam como estratégias narrativas capazes de
desmascarar o discurso do poder e reelaborar a memória traumática.
Este dossiê propõe reunir artigos que abordem a literatura como forma de denúncia e
rememoração das ditaduras latino-americanas, considerando tanto obras produzidas sob o
regime quanto aquelas elaboradas no pós-ditadura, quando a memória, o testemunho e a
reescrita do passado se tornam campos centrais de disputa simbólica.
Neste número da Revista FronteiraZ, esperamos receber contribuições que problematizem e
atualizem o debate sobre as representações do trauma relacionado às ditaduras latino-americanas. Nesse sentido, acolheremos propostas transdisciplinares que abordem as
seguintes temáticas (mas não se limitam a):
- Cruzamentos entre história, memória, esquecimento, imaginação e afetos experienciados
sob regimes ditatoriais via literatura e/ou outras artes;
- Aproximações entre obras literárias que realizam trabalho de memória, desde os anos 1960
até o presente, e os discursos institucional, jornalístico, cultural, entre outros, que produzem
tensionamentos e releituras da história das ditaduras;
- Experiências de linguagem (escritas de si, montagem, biografia, ensaio, encenação,
performance, dramatização etc.) na representação do trauma produzido pelas ditaduras do
Cone Sul via literatura e/ou outras artes;
- Produções narrativas e/ou poéticas contemporâneas no âmbito dos relatos de filiação e das
dinâmicas de transmissão geracional da experiência sob regimes autoritários;
- Abordagens comparadas entre literatura brasileira, argentina, chilena e/ou uruguaia a partir
de uma perspectiva crítica e interdisciplinar.
Data limite para submissão de artigos: 30 de junho de 2026
Submissões prorrogadas até 20/03/2026
FronteiraZ. Revista do Programa de Estudos Pós-Graduados em Literatura e Crítica Literária, São Paulo - SP, Brasil, e-ISSN 1983-4373.
Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.
* Artigos anteriores a Março de 2026: Licença CC BY-NC 4.0 (Atribuição-NãoComercial).