Perfil clínico, intervenções fonoaudiológicas e desfechos funcionais em pacientes traqueostomizados em hospital de alta complexidade
DOI:
https://doi.org/10.23925/2176-2724.2026v38i3e74687Palavras-chave:
Traqueostomia, Fonoterapia, Transtornos de Deglutição, Unidades de Terapia IntensivaResumo
Introdução: A traqueostomia é um procedimento frequente em pacientes críticos, exigindo manejo multiprofissional para reduzir complicações, tempo de internação e promover reabilitação funcional. O fonoaudiólogo atua na avaliação da deglutição, da comunicação até o processo de decanulação. Objetivo: Analisar o perfil clínico-demográfico, descrever as intervenções fonoaudiológicas e avaliar os desfechos funcionais. Método: Estudo retrospectivo onde foram analisados prontuários de 100 pacientes adultos, traqueostomizados entre julho/2023 e julho/2025, atendidos pelo setor de fonoaudiologia. As variáveis funcionais foram analisadas através das escalas DOSS e FOIS, além das variáveis clínicas e sociodemográficas. Resultados: Houve predomínio dos pacientes do sexo masculino, média de idade de 61±16,91 anos. Diagnósticos prevalentes incluíram neurologia e pneumologia. A deflação do cuff ocorreu em 99% dos casos e a substituição da cânula plástica por cânula metálica em 77%. Intervenções fonoaudiológicas mais frequentes foram terapia para disfagia e oclusão de traqueostomia. Apenas 21% alcançaram liberação para via oral e 44% comunicação funcional. A decanulação foi registrada em 13% dos pacientes. Escalas funcionais evidenciaram disfagia grave em 74% (DOSS nível 1). Conclusão: O estudo revelou elevada frequência de disfagia grave e baixa taxa de decanulação, refletindo a complexidade clínica da população. As intervenções fonoaudiológicas estavam frequentemente presentes no manejo desses pacientes.
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