Poética do estudo na história da universidade: para um exame da correlação formativa entre religião, poesia e ciência.

Eduardo Guerreiro Brito Losso

Resumo


O estudo sempre foi entendido somente como um ponto de partida para uma profissão, sem fim em si mesmo? Se a universidade é o lugar do estudo superior, qual foi o propósito inicial dela, formar profissionais ou intelectuais? Qual o papel da tradição literária e religiosa na prática estudantil dos intelectuais? E como, afinal, que a universidade acolheu, abrigou e fomentou o desenvolvimento desses diversos fatores da atividade intelectual? Essas são as questões que o artigo pretende abordar ao percorrer momentos determinantes da história da universidade com o intuito de esclarecer a importância da ascese intelectual intramundana no desenvolvimento qualitativo do ensino e da pesquisa. Para entender, inclusive, o que é pesquisar, num sentido amplo da palavra, serão visitadas diferentes elaborações históricas do que podemos chamar de uma poética do estudo, inevitavelmente contendo um certo tipo de prática espiritual, que se desprende da mera repetição mecânica e invariante do trabalho profissional.


Palavras-chave


história da universidade; religião; poesia; ciência; estudo

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DOI: https://doi.org/10.19143/2236-9937.2019v9n17p144-164

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