O CURRÍCULO COMO DIREITO E A CULTURA DIGITAL

Maria da Graça Moreira Silva, Fernando José de Almeida

Resumo


Este artigo apresenta um quadro sintético da jovem escola republicana brasileira, emergida nos últimos 20 anos de nossa história. Versa sobre a dívida de uma escola para todos, que é de mais de 500 anos, e fá-la, hoje, assolada de múltiplas carências.  Aponta a inexistência de Bases Curriculares Nacionais claras, difundidas, amplamente debatidas e consensuadas. Defende que as Bases Curriculares Nacionais se constituem num direito dos professores – e alunos - de nossa escola pública, e, portanto, uma obrigação do Estado, seja em seu âmbito federal, seja no âmbito local. A construção de bases curriculares não se opõe à democracia, à criatividade ou à autoria dos professores, mas pode ser uma forma de estimular as experiências criativas e descentralizadas, partindo das problemáticas dos diferentes territórios e culturas. Pode ser  norteadora das formações inicial e continuada dos docentes e das referências para os exames de avaliação da aprendizagem nacionais e locais e definidora da produção de materiais didáticos. Um dos componentes das demandas por um currículo explícito advém das novas configurações postas pelas tecnologias digitais da informação e comunicação e das redes comunicacionais que povoam o mundo com  modalidades inéditas de linguagem, novas construções identitárias e complexas exigências às práticas sociais. O artigo as apresenta como uma variável catalizadora do debate e  das vivências curriculares e não as considera como determinantes do currículo - enquanto tecnologias específicas, mas  como imersas na cultura digital que se instaura na sociedade contemporânea.


Texto completo:

PDF

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Revista e-Curriculum                                   e-ISSN 1809-3876

Indexadores:

Nacionais

              

 

Internacionais