ESTUDAR E LECIONAR EM ESCOLAS EXEMPLARES – CRUZAMENTO DE SENTIDOS

Eurize Caldas Pessanha

Resumo


Tomar a cultura escolar como objeto de investigação do currículo implica analisar o significado imposto aos processos de transmissão de saberes e inculcação de valores dentro desse espaço pois, objetivamente falando, o desenho da cultura escolar se faz pelos atores (professores, famílias, alunos), os discursos e as linguagens (modos de conversação e comunicação), as instituições (organização escolar e o sistema educativo) e as práticas, pautas de comportamento que chegam a se consolidar durante um tempo. Dados de uma pesquisa sobre a cultura escolar de quatro “escolas exemplares” evidenciam como professores e alunos enunciam em suas falas, o que significou, para eles estudar ou ser professor de/em uma escola exemplar. As normas disciplinares severas; a criação e manutenção de corais, bandas, grêmios, associações de alunos e associações de ex-alunos; a seletividade dos processos de admissão dos alunos; o grau de exigência; a “excelência” dos professores; e o respeito que cercava a relação dos alunos com seus professores indicam a preocupação de, além de ser exemplar, externar essa exemplaridade mesmo fora dos muros da escola. Edifícios de destaque, tombados pelo patrimônio histórico; professores e alunos escolhidos, ex-alunos e ex-professores em posições de destaque: assim se cruzam os sentidos da cultura escolar dessas “escolas exemplares” que proviam seus alunos e professores daquele habitus culto de que nos fala Bourdieu.

Palavras-chave


cultura escolar; professores; alunos

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Revista e-Curriculum                                   e-ISSN 1809-3876

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