POR UMA ECOLOGIA DO CURRÍCULO: NOVA PERCEPÇÃO, DIFERENTE PERSPECTIVA

José Luís Schifino Ferraro

Resumo


O trabalho que segue propõe-se a realizar um estudo de cunho ecológico sobre o currículo. Para tanto, este artigo lança um olhar diferenciado sobre a organização curricular tomando-a como um campo de práticas discursivas, utilizando tanto a arqueologia quanto a genealogia de Michel Foucault como subsídios. A partir disso, o objetivo principal torna-se o de esclarecer como esses discursos se organizam, se mantêm e se perpetuam (e como o currículo chegou a ser o que é hoje) a partir não só de seus a priori históricos, mas também a partir das relações que nele existem e o tem sustentado. Sendo assim, a idéia que começa a tomar forma, e surge como interessante alternativa, é a da adoção de uma visão ecológica que resulte na compreensão dialógica das relações curriculares, com o intuito de chegarmos o mais perto possível de saberes que apontam não só para um (re)conhecimento ou para uma (re)constituição do espaço onde esse discurso circula, mas observá-lo como um (e em seu) campo de lutas, conflitos, decisões, suas táticas e verdades proferidas. A ecologia do currículo se faz importante para a compreensão do que realmente são e de como se constituem e relacionam as diferentes unidades discursivas que compõem um corpus unitário, e que visam produzir um discurso único, nas organizações curriculares.

Palavras-chave


currículo – discurso – ecologia - Michel Foucault

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Revista e-Curriculum                                   e-ISSN 1809-3876

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