POLÍTICAS CURRICULARES: A FORMAÇÃO DO PEDAGOGO PARA A EDUCAÇÃO ESPECIAL

Allan Rocha Damasceno, Andressa Silva Pereira

Resumo


Este artigo tem por objetivo analisar a política curricular no que se refere a orientação inclusiva na modalidade educação especial no âmbito da formação do Curso de Licenciatura em Pedagogia de duas Universidades públicas do Rio de Janeiro: UFRRJ – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (Campus Seropédica e Campus Nova Iguaçu – IM/Instituto Multidisciplinar) e UFF – Universidade Federal Fluminense (Campus Gragoatá/Niterói, Campus Santo Antônio de Pádua e Angra dos Reis). Este artigo assumiu como aporte teórico-metodológico a Teoria Crítica da Sociedade com base no pensamento de Theodor Adorno além das contribuições de outros teóricos no campo do currículo como Macedo (2013), Silva (1999), Apple (2001), Arroyo (2013) entre outros, nos apoiaram no processo analítico/reflexivo/crítico sobre o currículo da modalidade Educação Especial nos cursos de licenciatura em Pedagogia nas Universidades públicas do Rio de Janeiro. As lutas ideológicas/políticas que perpassam pelas formas de seleções de certos conhecimentos no Ensino Superior visam a uma legitimação de saberes válidos/não-válidos correspondendo a um padrão uniforme e homogeneizador de currículo, no qual prevalece mecanismos de regulação/dominação/fragmentação dos conhecimentos a serem difundidos como estratégia do capital refletindo interesses de grupos dominantes.

 Educação Especial; Formação; Currículo, Educação inclusiva, Ensino Superior.


Palavras-chave


Educação Especial; Formação; Currículo, Educação inclusiva, Ensino Superior.

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DOI: https://doi.org/10.23925/1809-3876.2019v17i3p1200-1218

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