CAPITAL CULTURAL, LETRAMENTO E FÁBRICAS DE CULTURA EM SÃO PAULO

Heloisa Marcassa Monteiro, Leda Maria de Oliveira Rodrigues

Resumo


Este artigo tem o objetivo de registrar os resultados obtidos na pesquisa de Dissertação de Mestrado do Programa de Educação: História, Política, Sociedade, intitulada “Capital cultural e letramento – participantes do Programa Fábricas de Cultura em São Paulo” (MONTEIRO, p. 12-122, 2017). A referida pesquisa foi construída a partir de um referencial teórico pautado nas ideias de Pierre de Bourdieu, Bernard Lahire e na Teoria do Letramento, e teve como proposta compreender o Projeto Espetáculo da Fábrica de Cultura do Jardim São Luís, por um lado, como atividade de contraturno escolar e, por outro, como um espaço promotor de capital cultural. Ao desenvolver o conceito de capital cultural e sua incorporação pelas atividades do Projeto analisou-se, também, a contribuição do aumento do volume desse capital para o letramento dos participantes. A pesquisa estabeleceu categorias de análise para compreender a incorporação do capital cultural como forma de desenvolver habilidades e competências definidas como importantes ao letramento. Pretende-se, assim, expandir as conclusões que possibilitaram afirmar a hipótese levantada durante a referida dissertação: o Projeto Espetáculo, do Programa Fábricas de Cultura, da Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo, pode contribuir à superação dos déficits originários do capital cultural de jovens estudantes e, como consequência, promover melhoras no grau de letramento dos participantes.


Palavras-chave


Capital cultural; Letramento; Sucesso escolar; Atividades culturais; Políticas públicas.

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.23925/1809-3876.2019v17i3p1332-1348

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