Editorial Volume 39.2 - Dossiê Temático: Ensino-aprendizagem de Línguas em Contextos (super)diversos

Authors

  • Grassinete C. de A. Oliveira Universidade Federal do Acre, Rio Branco, Acre, Brasil. Centro de Educação, Letras e Artes (CELA) http://orcid.org/0000-0002-2765-8705
  • Adolfo Tanzi Neto Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janerio, Rio de Janeiro, Brasil. Departamento de Letras Anglo-Germânica http://orcid.org/0000-0003-0347-7077
  • Paula Tatiana Silva Antunes Universidade Federal do Acre, Rio Branco, Acre, Brasil. Centro de Educação, Letras e Artes (CELA) https://orcid.org/0000-0002-7372-8153
  • Fernanda Liberali Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. São Paulo, São Paulo, Brasil. Departamento de Pós-Graduação em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem http://orcid.org/0000-0001-7165-646X

DOI:

https://doi.org/10.23925/2318-7115.2018v39i3a1

Keywords:

Superdiversidade, Ensino de Línguas, Formação de Professores

Abstract

Em um mundo marcado por grandes transformações, principalmente no modo como o conhecimento e a informação passaram a ser vistos por meio das tecnologias, torna-se necessário repensar o papel da escola e como as questões relacionadas ao ensino-aprendizagem precisam (re)ssignificar esses novos espaços-tempos. O ensino que ainda se faz presente, na maior parte das escolas brasileiras, é organizado de modo fragmentado, privilegiando o ensino de línguas como algo estável, memorizável e com definições padronizadas. Esse novo tempo, de contextos (super)diversos, exige novos paradigmas, novas formas de compreender e fazer educação. Indagamos, desse modo, como pensar em questões de ensino-aprendizagem que considerem contextos (super)diversos? Quais são os desafios impostos aos educadores nas salas de aula brasileiras? Coadunamos com o pensamento do filósofo Diógenes, segundo o qual devemos considerar o fato de sermos “cidadãos/criaturas do mundo”, e com Appiah (2006), quando sugere que o grande desafio é “pegar mentes e corações” e equipá-los com ideias que permitirão a esses cidadãos do mundo conviver com os outros na “tribo global” na/pela qual nos transformamos. É diante dessa  “tribo global” que (re)agimos, significamos e transformamos a realidade à nossa volta. Essa realidade solicita uma proposta de ensino pautada na reflexão, na ação, a fim de que o educando consiga atuar nos  mais diferentes contextos em que estiver inserido. Nessa perspectiva,  o ensino-aprendizagem de línguas pode propiciar ao educando o desenvolvimento de saberes múltiplos, que lhe possibilitem posicionar-se criticamente acerca das demandas que a sociedade contemporânea impõe, além de ser capaz de fazer escolhas significativas e condizentes com suas prioridades e necessidades. Assim, compreender a realidade vigente é fundamental para se pensar em questões de ensino-aprendizagem de línguas que coloquem o educando como protagonista da história, capaz de estabelecer os caminhos necessários ao exercício pleno e eficaz da cidadania, nas mais diferentes práticas discursivas que o contexto (super)diverso exige. 

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References

APPIAH, Kwame Anthony. Cosmopolitanism: Ethics in a world of stranger. New York: W.W.Norton, 2006.

Published

2018-12-26

How to Cite

Oliveira, G. C. de A., Tanzi Neto, A., Antunes, P. T. S., & Liberali, F. (2018). Editorial Volume 39.2 - Dossiê Temático: Ensino-aprendizagem de Línguas em Contextos (super)diversos. The ESPecialist, 39(2). https://doi.org/10.23925/2318-7115.2018v39i3a1

Issue

Section

Editorial