O papel das imagens no desenvolvimento histórico do conhecimento biológico e suas possibilidades no Ensino de Ciências
DOI:
https://doi.org/10.23925/2178-2911.2026v33espp1683-1700Palavras-chave:
História da ciência, Representações imagéticas, Ensino de ciênciasResumo
O presente artigo busca apresentar o papel das representações imagéticas no desenvolvimento histórico da ciência, considerando-as como elementos inerentes à construção do pensamento científico, mas também detentoras de uma historicidade própria, relacionando-se dialeticamente com o saber científico e atuando como mediadores na relação entre os sujeitos e os objetos da realidade. De modo a empreender nossa análise, buscamos as interfaces entre a epistemologia de Gaston Bachelard e da Teoria Histórico-Cultural de Vygotsky. A partir destes referenciais apresentamos e discutimos alguns episódios do uso das imagens na história da ciência que podem ser utilizados no contexto da sala de aula para que os alunos desenvolvam uma compreensão mais crítica e fidedigna da ciência e do desenvolvimento do conhecimento científico, como o Rinoceronte de Dürer, a Micrographia de Robert Hooke e a imagem da dupla hélice do DNA produzida sob a supervisão de Rosalind Franklin. Concluímos que as representações imagéticas se constituem como maneiras essenciais de se representar a realidade natural no conhecimento científico, de modo geral, e biológico, de modo específico. Essas reproduções são também sínteses do próprio processo de produção de conhecimento sobre a realidade natural biológica, e carregam em si as marcas deste processo e dos pressupostos que os orientam, inclusive das crenças e dos referenciais epistemológicos de cada época, figurando-se como importantes instrumentos para o ensino de elementos de natureza da ciência.
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