MENTALIDADE ILUMINISTA E SEDIÇÃO DO BACHAREL EM DIREITO NO BRASIL DO SÉCULO XIX

Adreana Dulcina Platt, Frederico Augusto Garcia Fernandes, Ubaldo Cesar Balthazar

Resumo


Este artigo apresenta os resultados da pesquisa científica cujo propósito foi o de contribuir com os debates sobre as bases que orientam a lógica curricular universitária do Bacharel em Direito no Brasil, no fim do século XIX. O estudo se preocupou em descrever a racionalidade formativa desses acadêmicos e sua relação com os elementos determinantes que culminam com a revolução de 1889, procurando os elementos sediciosos que as aliançam. Os dados analisados no currículo das Academias de Direito do Recife e de São Paulo, demonstram que o “espírito revolucionário” dos Bacharéis não possui lastro no curso e sua formação em si, mas no autodidatismo e nos estudos em literaturas europeias dos intelectuais acadêmicos que dela faziam parte, como Castro Alves, Joaquim Nabuco, Sílvio Romeiro, Rui Barbosa, entre outros.


Palavras-chave


Universidade; Currículo; Iluminismo; Sedição.

Texto completo:

PDF

Referências


ADORNO, Sérgio. Os aprendizes do poder: o bacharelismo liberal na política brasileira. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988.

BARROS, Roque S. M. de. A ilustração brasileira e a ideia de universidade. São Paulo: Ed. USP, 1986.

BOBBIO, Norberto. Os intelectuais e o poder: dúvidas e opções dos homens de cultura na sociedade contemporânea. São Paulo: Ed. UNESP, 1997.

CARVALHO, José Murilo de. A construção da ordem: elite política imperial. Teatro de sombras: a política imperial. 6. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011.

CUNHA, Luiz Antônio. A universidade temporã. 2. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1986.

DUARTE, Newton. A individualidade para-si: contribuição a uma teoria histórico-social da formação do indivíduo. 2. ed. Campinas, SP: Autores Associados, 1999.

______. Educação escolar, teoria do cotidiano e a Escola de Vigotski. 3. ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2001. (Coleção Polêmicas do Nosso Tempo, 55).

FAORO, Raimundo. Os donos do poder: formação do patronato político brasileiro. São Paulo: Globo, 1977. v. 2.

FERNANDES, Florestan. Sociedade de classes e subdesenvolvimento. 2. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1972.

HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. 8. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1969.

KOSIK, Karel. Dialética do concreto. 2. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995.

NESTOR, Odilon. Faculdade de Direito do Recife: traços de sua história. 2. ed. Recife: Imprensa Industrial, 1930.

SAES, Décio. Classe média e política na Primeira República (1889-1930). Petrópolis, RJ: Vozes, 1975.

______. Classe média e sistema político no Brasil. Petrópolis, RJ: Vozes, 1984.

SALDANHA, Nelson. A Escola do Recife. Caruaru: Faculdade do Direito de Caruaru, [s./d.]. (Caderno n. 66).

SAVIANI, Dermeval. Pedagogia histórico-crítica: primeiras aproximações. São Paulo: Cortez/Autores Associados, 1991.

SEELAENDER, Airton L. C. O contexto do texto: notas introdutórias à história do Direito Público na Idade Moderna. Revista Sequência, Florianópolis: Ed. UFSC, n. 55, p. 253-286, 2007.

VALLE, Ione Ribeiro. Sociologia da educação: currículo e saberes escolares. Florianópolis: Ed. UFSC, 2011.

VAMPRÉ, Spencer. Memórias para a história da Academia de São Paulo. São Paulo: Saraiva, 1924.

VAZ, Henrique C. de L. Antropologia Filosófica I. São Paulo: Loyola, 1991.

VÁZQUEZ, Adolfo S. Filosofia da práxis. 3. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977.

VENÂNCIO FILHO, Alberto. Das arcadas ao bacharelismo: 150 anos de ensino jurídico. São Paulo: Perspectiva, 2004.

VIANNA, Oliveira. O idealismo da Constituição. 2. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1939.




DOI: https://doi.org/10.23925/1809-3876.2019v17i2p402-418

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Revista e-Curriculum                                   e-ISSN 1809-3876

Indexadores:

Nacionais

              

 

Internacionais