Acolher, narrar e escrever
a supervisão clínica e a formação em psicologia na perspectiva histórico-cultural
DOI:
https://doi.org/10.23925/1809-3876.2026v24e66630Palavras-chave:
formação do psicólogo, supervisão clínica, psicologia histórico-cultural, políticas públicas, intervenção psicossocialResumo
Este texto tem foco na formação de psicólogos, discutindo duas experiências de supervisão de estágio em psicologia clínica. São dois espaços e duas propostas clínicas diferentes, mas ambas seguem a Psicologia Histórico-cultural como fundamento teórico. Nossas supervisões de estágio acontecem em grupo, com encontros semanais que duram de duas a quatro horas. Cada reunião é iniciada com uma discussão teórica e, na sequência, os estagiários apresentam os casos, sem entrar em detalhes (o “ele falou” e “eu falei”) - o foco está no encontro, em como a conversa terapêutica reverbera nos envolvidos. Ali no encontro de supervisão, um espaço narrativo e ético-afetivo, contamos também sobre como nos sentimos ao ouvir a narrativa. Na supervisão, enxergamos o estagiário como alguém preso no emaranhado desse encontro e entendemos que nosso trabalho é auxiliar a nomear o afeto experienciado no percurso de se tornar psicólogo.
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