EDUCACIÓN Y LA URGENCIA DE "DESARBARIZAR" EL MUNDO

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.23925/1809-3876.2019v17i3p1101-1122

Palabras clave:

Políticas curricular, Justicia Social, Neoliberalismo.

Resumen

En este texto, me centro en las políticas curriculares recientes en Brasil, insertándolas en un escenario de hegemonía de racionalidad neoliberal. Supongo que tales políticas produjeron un discurso de inclusión y justicia social, en diálogo con movimientos internacionales que, en la posguerra, abogaron por la retórica contra la barbarie. A partir de los análisis formulados por Chantal Mouffe, Wendy Brown, Judith Butler, Pierre Dardot y Christian Laval, trato de comprender el agotamiento o el surgimiento de una nueva forma de racionalidad neoliberal. Por un lado, supongo que tal racionalidad no creó las condiciones materiales para que se materializaran las promesas de la posguerra, sino que amplió la desigualdad y la oligarquización. Por otro lado, sostengo que, al ignorar al político, ella apostó por la desdemocratización. Combinados, tales movimientos llevaron al surgimiento de gobiernos de derecha en diferentes países, incluido Brasil. Después de este análisis, sostengo que una educación para la justicia social, o para excluir al mundo, debe erosionar la ecuación neoliberal, no solo para resistir las políticas públicas, sino en la forma en que teorizamos el currículum.

Biografía del autor/a

Elizabeth Macedo, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro - RJ

Doutora em Educação pela UNICAMP. Professora Titular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Bolsista 1A do CNPq e Cientista do Nosso Estado da FAPERJ.

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Publicado

2019-09-28

Número

Sección

Dossiê Temático: Em busca da justiça curricular: as possibilidades do currículo escolar na construção da justiça social