A natureza das estruturas globais de argumentação em um contexto de ensino baseado em argumentação coletiva

Autores

DOI:

https://doi.org/10.23925/1983-3156.2024v26i1p418-448

Palavras-chave:

Formação de professores, Argumentação matemática, Argumentação global

Resumo

O objetivo deste estudo foi investigar a natureza das estruturas globais de argumentação em um contexto de ensino baseado em argumentação coletiva durante uma investigação matemática. Para tanto, realizou-se um estudo de caso junto a alunos ingressantes em um curso de formação de professores em matemática de uma instituição federal de ensino. Os dados foram coletados por meio de registros escritos em torno da atividade realizada em grupo, bem como por meio de videogravação da argumentação coletiva. Com base no referencial teórico metodológico que tange o assunto, os dados foram analisados de modo a identificar a estrutura de argumentação gerada e o papel do professor no design desta. Como resultado, foram identificadas seis composições estruturais distintas, sendo a estrutura “fonte divergente” um contributo inédito à literatura de pesquisa. O estudo ainda revelou que o tipo de apoio fornecido pelo professor durante a argumentação coletiva interfere na anatomia/design destas estruturas.

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Biografia do Autor

Dr. Fredy Coelho Rodrigues, IFSULDEMINAS

Doutor em Educação para a Ciência pela Universidade Estadual Paulista - UNESP (2023), área de concentração: "Ensino de Ciências e Matemática" (Conceito CAPES 6). Mestre em Ensino de Ciências e Matemática pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC MINAS (2011), área de concentração:" Ensino de Matemática" (Conceito CAPES 5). Especialização em Matemática Superior com ênfase em Análise Matemática pela Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES (2006) e Licenciatura em Matemática pela mesma instituição (2005). Atua como docente do curso de Licenciatura em Matemática do Instituto Federal do Sul de Minas Gerais, Campus Passos. Área de interesse e pesquisa: 1-Argumentação e o argumento de prova na Educação matemática; 2- Laboratórios e ambientes virtuais de aprendizagem no Ensino da Matemática; 3-Etnoargumentação e investigação no ensino de ciências e matemática; 4- Argumentação e produção/exploração de material didático manipulável. 

Dr. Marco Aurélio Alvarenga Monteiro, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – UNESP, Campus Guaratinguetá

Possui graduação em Licenciatura Plena Em Física pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1994), mestrado em Educação para a Ciência (Conceito Capes 6) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2002) e doutorado em Educação para a Ciência (Conceito Capes 6) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2006). Atualmente é professor Livre-Docente da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho e do Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência - UNESP/Bauru (Conceito Capes 6),no Programa de Pós-graduação em Ensino de Ciências - Mestrado Profissional da Universidade Federal de Itajubá - UNIFEI (Conceito Capes 3) e no Programa de Pós-Graduação em Projetos Educacionais - Mestrado Profissional da Escola de Engenharia de Lorena da Universidade de São Paulo - EEL/USP (Conceito Capes 3). Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Métodos e Técnicas de Ensino, atuando principalmente nos seguintes temas: ensino de física, formação de professores, divulgação científica, discurso docente e novas tecnologias.

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Publicado

2024-04-30