Renascimento e História da Ciência

um estudo de caso no Ensino

Authors

DOI:

https://doi.org/10.23925/2178-2911.2026v33espp1452-1479

Keywords:

History and Philosophy of Science, Teacher Education, Case Study

Abstract

The use of the History and Philosophy of Science (HFC) in Chemistry education has been widely advocated as a strategy to promote a more critical and contextualized understanding of the Nature of Science. However, its integration into everyday school practice still faces challenges, particularly those related to teacher education, the oversimplification of historiographical approaches, and the uncritical use of textbooks. In this context, this study aims to present and discuss the development of a historical case study entitled Antônio’s Challenge as a didactic-pedagogical strategy for the initial training of Chemistry teachers. Grounded in the principles of HHistory and Philosophy of Science, the Case Study method, and Inquiry-Based Teaching Sequences, the case was structured to foster historiographical, epistemological, and pedagogical reflections based on the Renaissance period. The analysis of the case highlights its formative potential by requiring future teachers to adopt an investigative, argumentative, and reflective stance toward both historical interpretations and the pedagogical use of the History of Science. It is concluded that the case study represents a viable and powerful strategy for operationalizing HPS in teacher education, contributing to the development of more critical, contextualized teaching practices committed to understanding science as a human, historical, and socially situated enterprise.

Downloads

Download data is not yet available.

References

ALFONSO-GOLDFARB, A. M. (2001). Da alquimia à química. São Paulo: Landy Editora.

ALLCHIN, D. (2013). Teaching the Nature of Science: Perspectives & Resources. SHiPS Education Press.

ANDRADE, M. F. D., & SILVA, F. C. (2017). Destilação: uma sequência didática baseada na História da Ciência. Química nova na escola, 40(2), 97-105.

AZEVEDO, M. C. P. S. (2004). Ensino por investigação: problematizando as atividades em sala de aula. In: CARVALHO, A. M. P. (Org.). Ensino de ciências: unindo a pesquisa e a prática. São Paulo: Pioneira Thomson Learning..

BILICAN, K., CAKIROGLU, J., & OZTEKIN, C. (2015). How Contextualized Learning Settings Enhance Meaningful Nature of Science Understanding. Science Education International, 26(4), 463-487.

Boyle, R. (1967). New experiments physico-mechanicall, touching the spring of the air, and its effect. Disponível em: https://share.google/2z0rdiMBQb9JUp1s6

Braz, E. A. M., & Suart Júnior, J. B. (2025). Visões distorcidas na natureza da ciência: o Renascimento como tema de estudo. Caderno Pedagógico, 22(5), 1-19. https://doi.org/10.54033/cadpedv22n5-193

Braz, E. A. M. (2025). Explorando o Renascimento: ensino por investigação e reflexões sobre a Natureza da Ciência na formação docente (Dissertação de Mestrado). Universidade Tecnológica Federal do Paraná).

CACHAPUZ, A., Gil-Perez, D., Carvalho, A. M. P., Praia, J., & Vilches, A. (2011). A necessária renovação do Ensino das Ciências (3a ed.). São Paulo: Cortez

CARVALHO, A. M. P. (2013). Ensino de ciências por investigação: condições para implementação em sala de aula. São Paulo: Cengage Learning.

CECON, K. (2010). A relação entre a filosofia mecânica e os experimentos alquímicos de Robert Boyle (Tese de doutorado). Universidade Estadual de Campinas, Campinas.

CHAVES, L. M. M. P., SANTOS, W.L. P., & CARNEIRO, M. H. S. (2014). História da Ciência no Estudo de Modelos Atômicos em Livros Didáticos de Química e Concepções de Ciência. Química nova na escola, 36(4), 269-279. http://dx.doi.org/10.5935/0104-8899.20140032

Ciscato, C. A. M. et al.(2016).Química. v. 1. 1 ed. São Paulo: Moderna.

Cortez, J. M., & Kiouranis, N. M. M. (2022). Natureza da Ciência por meio da História e Filosofia da Ciência na Formação Inicial De Professores de Química: Planejamento e Validação de uma Sequência Didática sobre o Modelo Atômico de Rutherford. Revista Contexto & Educação, 37(118), e9415. https://doi.org/10.21527/2179-1309.2022.118.9415

COSTA MOURÃO, I. da, & GHEDIN, E. (2019). Formação do professor de Química no Brasil: a lógica curricular. Educação em Perspectiva 10, p. 1-16. DOI: 10.22294/eduper/ppge/ufv.v10i0.7155

DEBUS, A. G. (2002). O homem e a natureza no Renascimento. Portugal: Porto Editora.

FORATO, T. C. de M., MARTINS, R. de A., & PIETROCOLA, M. (2012). History and nature of science in high school: Building up parameters to guide educational materials and strategies. Science & Education, 21, 657-682. Doi: 10.1007/s11191-011-9419-3

GANGUILHEM, G. (2012). O conhecimento da vida. Rio de Janeiro: Forense Universitária.

GRANT, E. (2012). Os fundamentos da ciência moderna na Idade Média. Portugal: Porto Editora.

HENRY, J. (1998). A revolução científica e as origens da ciência moderna. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.

HERREID, C. F. (1997). What makes a good case? Journal of College Science Teaching, 27(3), 163–165.

Hidalgo, M. R., & Lorencini Junior, Á. (2016). Reflexões sobre a inserção da História e Filosofia da Ciência no Ensino de Ciências. História Da Ciência E Ensino: Construindo Interfaces, 14, 19–38. Recuperado de https://revistas.pucsp.br/index.php/hcensino/article/view/26106

Hohenheim, P. T. (1973). Paracelso, a chave da alquimia. Editora Três, S. Paulo. p. 167.

KUHN, T. S. (2017). A revolução copernicana. Lisboa: Edições 70.

MARTINS, L. A. P. (2005). História da Ciência: objetos, métodos e problemas. Ciência & Educação, 11(2), 305-317. https://doi.org/10.1590/S1516-73132005000200011

MARTINS, A. F. P. (2007). História e filosofia da ciência no ensino: há muitas pedras nesse caminho. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, 24(1), 112-131.

MATTHEWS, M. R. (1995). História, filosofia e ensino de ciências: a tendência atual de reaproximação. Caderno Catarinense de Ensino de Física, 12(3), 164-214.

MATTHEWS, M. R. (2014). Discipline-based philosophy of education and classroom teaching. Theory and Research in Education, 12(1), 98-108. DOI:10.1177/1477878513517341

Mortimer, E. F., &Machado, A.H.(2016).Química. v.1. 3ed. São Paulo: Scipione.

MOURA, B. A. (2014). O que é natureza da Ciência e qual sua relação com a História e Filosofia da Ciência? Revista Brasileira de História da Ciência, 7(1), 32-46. https://doi.org/10.53727/rbhc.v7i1.237

Novais, V., &Tissoni, M.(2016).Vivá: química. v.1. 1 ed. Curitiba: Positivo.

OKI, M. C. M., & MORADILLO, E. F. (2008). O ensino de história da química: contribuindo para a compreensão da natureza da ciência. Ciência & Educação, 14(1), 67-88. https://doi.org/10.1590/S1516-73132008000100005

PAGLIARINI, C.R. (2007). Uma análise da história e filosofia da ciência presente em livros didáticos de física para o ensino médio (Tese de Doutorado). Universidade de São Paulo.

QUINTAL, J.R., & GUERRA, A. (2009). A história da ciência no processo ensino-aprendizagem. A Física na Escola, 10(1), 21-25.

ROCHA, C. M. S, & ALVIM, M. H. (2020). Reflexões sobre a potencialidade da inserção da História das Ciências no ensino de Ciências através da temática da Revolução Científica. Revista de Ensino de Ciências e Matemática, 11(1), 478-493. Doi: 10.26843/rencima.v11i1.2559

SÁ, L.P., & QUEIROZ, S.L. (2010). Estudo de casos no ensino de química. Campinas: Editora Átomo.

Santos, W. L. P.et al.(2016). Química cidadã. v.1. 3 ed. São Paulo: Editora AJS.

SILVA, C. C. (2006). Estudos de história e filosofia das ciências: subsídios para a aplicação no Ensino. São Paulo: Editora Livraria da Física.

SILVA, C. C., & MOURA, B. A. (2008). A natureza da ciência por meio do estudo de episódios históricos: o caso da popularização da óptica newtoniana. Revista Brasileira de Ensino de Física, 30, 1602.1-1602.10, 2008. https://doi.org/10.1590/S1806-11172008000100016

SILVA, C. S., & OLIVEIRA, L. A. A. (2009). Formação inicial de professores de química: formação específica e pedagógica. Ensino de Ciências e Matemática I: temas sobre a formação de professores. São Paulo: Cultura Acadêmica, 43-58.

SILVA, D. G. LEAL, V. L., CANDURI, F. & QUEIROZ, S. L. (2016). Modelo de tomada de decisão de kortland no delineamento de atividade didática para o ensino de bioquímica. Revista de Graduação USP, 1(2), 89-93. https://doi.org/10.11606/issn.2525-376X.v1i2p89-93

TERNES, A. P. L., SCHEID, N. M. J., & GÜLLICH, R. I. C. (2009). A história da ciência em livros didáticos de ciências do ensino fundamental. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS, 7., 2009, Florianópolis. Atas… Florianópolis, 131 ABRAPEC.

VIDAL, P. H. O., & PORTO, P. A. (2012). A história da ciência nos livros didáticos de química do PNLEM 2007. Ciência & Educação (Bauru), 18, 291-308. https://doi.org/10.1590/S1516-73132012000200004

VILARINHO, L. R. G., & SILVA, J. S. N. (2015). A Avaliação do Livro Didático como Instrumento de Afirmação da Autonomia da Escola e de seus Docentes. Meta: Avaliação. Rio de Janeiro, 7(21), 403-428. http://dx.doi.org/10.22347/2175-2753v7i21.895.

WESTFALL, R. S. (2001). A construção da Ciência Moderna: Mecanismos e Mecânica. Portugal: Porto Editora.

Published

2026-05-15

How to Cite

Braz, E. A. M., Suart Junior, J. B., & Benedito, E. F. (2026). Renascimento e História da Ciência: um estudo de caso no Ensino. História Da Ciência E Ensino: Construindo Interfaces, 33(1), 1452–1479. https://doi.org/10.23925/2178-2911.2026v33espp1452-1479

Issue

Section

4º Congresso Internacional de História da Ciência no Ensino