Decolonialidade e branquitude

empretecendo os currículos em busca de justiça cognitiva

Autores

  • Graça Regina Franco da Silva Reis Colégio de Aplicação e Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro https://orcid.org/0000-0002-2420-0985
  • Marcia Oliveira Maciel Franco Reis Pesquisadora Conversas entre professores: alteridades e singularidades UFRJ
  • Soymara Vieira Emilião Universidade do Estado do Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.23925/1809-3876.2025v23e65958

Palavras-chave:

Heterobiografias; Decolonialidade; Currículos

Resumo

Este texto objetiva discutir a necessidade de um currículo que traga outras vozes e histórias diferentes daquelas que estão em predominância nos materiais didáticos. Problematiza a noção da branquitude e o reconhecimento dos privilégios materiais e simbólicos que dela advém, indo ao encontro de um currículo decolonial ou contracolonial (Bispo dos Santos, 2023) que se desenvolva valorizando outras culturas e modos de viver pensando a justiça cognitiva, como uma forma de elaboração um projeto de justiça social. Como metodologia adotamos as narrativas heterobiográficas (Autor, xxx), entendendo-as como a compreensão de si pela história do outro, inventariando os diversos modos de viver nas escolas, onde cria-se outras e novas possibilidades curriculares que inserem pluralidade aos sentidos hegemonicamente idealizados.

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Biografia do Autor

Graça Regina Franco da Silva Reis, Colégio de Aplicação e Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutora e Mestre em Educação pelo ProPED/UERJ. Graduada em Pedagogia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ. Professora do Colégio de Aplicação  (CAp) e do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: curriculo, cotidiano escolar, formação de professores e pesquisa (auto)biográfica.  Líder dos Projetos "Conversas entre professorXs: alteridades e singularidades " ConPAS e do "Fórum Permanente de Pesquisa Narrativa" FOPPEN, membro da ABdC, coordenadora do GT 13 Educação Fundamental da ANPED na gestão 2022-2023 e Jovem Cientista do Nosso Estado.

Marcia Oliveira Maciel Franco Reis, Pesquisadora Conversas entre professores: alteridades e singularidades UFRJ

Professora de Língua Inglesa da educação básica e Mestra em Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGE-UFRJ), desenvolve pesquisas sobre currículos pensadospraticados nosdoscom os cotidianos a partir de uma postura decolonial e possíveis desdobramentos na formação de professores. Integra o grupo de pesquisa ConPAS (Conversas entre Professores: Alteridades e Singularidades). Áreas de interesse: currículos, pesquisa narrativa nosdoscom os cotidianos, decolonialidade, formação de professores,ensino de línguas, justiça cognitiva, educação.

Soymara Vieira Emilião, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Doutora e Mestre em Educação, pelo PROPED -UERJ. Cursando o Pós-doutorado no PPGE-UFRJ. Professora Assistente CaP-UERJ e Pedagoga da Rede Municipal de Niterói. Especialista em Psicopedagogia. Coordenadora do projeto de pesquisa e extensão "Conversas entre professorXs: alteridades e singularidades "no CAp/UERJ. Coordenadora do curso de extensão ConMat: Conversas matemáticas com professoras alfabetizadoras. . Membro do Conversa com professores : alteridades e singularidades - ConPAS-UFRJ, Diálogos Escolas-Universidade e Polifonia .Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Alfabetização e Letramento. Pesquisadora APQ1 FAPERJ 2023

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Publicado

2025-10-17

Como Citar

Reis, G. R. F. da S., Reis, M. O. M. F. ., & Emilião, S. V. . (2025). Decolonialidade e branquitude: empretecendo os currículos em busca de justiça cognitiva. Revista E-Curriculum, 23, e65958. https://doi.org/10.23925/1809-3876.2025v23e65958

Edição

Seção

Artigos