Entre o fetichismo tecnológico e o sadismo gerencialista
a inovação do atraso e a repressão da autonomia na educação paulista
DOI:
https://doi.org/10.23925/1809-3876.2026v24e72520Palavras-chave:
políticas neoliberais, escola pública, pedagogia críticaResumo
No contexto do ensino de Filosofia, este estudo questiona: como as tecnologias digitais têm sido utilizadas para monitorar e restringir a autonomia e a prática docentes na rede estadual paulista? Às luzes da Pedagogia Crítica, seu objetivo é identificar os fundamentos das práticas de vigilância e repressão na rede estadual paulista. Constitui-se como uma análise documental, cujo material analisado corresponde à transcrição da fala do Secretário da Educação do Estado de São Paulo, proferida em 29 de janeiro de 2025. Os dados qualitativos obtidos foram organizados sob três categorias analíticas: (i) autonomia; (ii) repressão; e (iii) imposição. Os resultados evidenciam que a suposta autonomia atribuída aos professores está condicionada a metas externas, estabelecidas em um regime de controle, que se manifesta por meio de cobranças, incentivos financeiros e ameaças de punição.
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