O padrão respiratório influencia as medidas antropométricas orofaciais de crianças?
DOI:
https://doi.org/10.23925/2176-2724.2026v38i2e74042Palavras-chave:
Antropometria, Respiração oral, FonoaudiologiaResumo
Introdução: A respiração é vital para o organismo, e o modo respiratório fisiologicamente mais adequado se dá pelo nariz. Respirar pela boca pode trazer diversas adaptações para o sistema estomatognático, o que inclui assimetrias faciais e aumento da altura da face. É importante identificar estes casos já na infância para que futuramente essas alterações sejam minimizadas ou até eliminadas e o desenvolvimento aconteça de maneira adequada. Objetivo: Identificar a influência do padrão respiratório nas medidas antropométricas orofaciais de crianças, com relação ao sexo e à faixa etária. Metodologia: Estudo observacional, analítico, de caráter descritivo, com abordagem quantitativa. A coleta de dados se deu por meio da análise de prontuários da CEFONO para o grupo de crianças respiradoras orais (RO), e foi realizada a medição antropométrica da largura, altura e terços faciais, utilizando um paquímetro digital, de crianças respiradoras nasais (RN) que foram recrutadas pelas pesquisadoras. Os dados foram organizados em planilhas e analisados estatisticamente com nível de significância de 5% (p<0,05). Resultados: Participaram da pesquisa 200 crianças, sendo 100 no grupo pesquisa (RO)e 100 no grupo controle (RN). Houve diferenças para a medida do canto de olho direito a lábio direito no grupo RN (p<0,031), com maiores valores obtidos para meninos. A comparação dos resultados das medidas faciais de acordo com a faixa etária, observou diferenças entre grupos para a variável “Glabela a Sub-nasal”, em ambas as faixas etárias. Conclusão: O padrão respiratório oral em crianças está associado a diferenças em medidas antropométricas orofaciais, especialmente no terço médio da face.
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