Percepções de familiares sobre o desprovimento social no desenvolvimento da linguagem de pessoas autistas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.23925/2176-2724.2026v38i2e74430

Palavras-chave:

Autismo, Comunicação, Interação Social, Desenvolvimento Infantil

Resumo

Introdução: a interação social influencia diretamente o desenvolvimento da linguagem e da cognição humana. Em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) desafios na interação social podem gerar dificuldades na expressão e compreensão verbal, impactando o desenvolvimento da linguagem. Objetivo: este estudo investigou percepções de familiares sobre o desprovimento social no desenvolvimento da linguagem de crianças autistas. Método: a pesquisa adotou uma abordagem qualitativa e exploratória, analisando entrevistas semiestruturadas com familiares de pessoas com TEA, sem deficiência intelectual associada. Os dados foram examinados por meio da análise de conteúdo temática, considerando os eixos diagnóstico, desenvolvimento da linguagem, socialização, formas de comunicação e adaptações. Resultados: indicaram que o diagnóstico, embora inicialmente impactante, constitui um ponto central para a compreensão da criança e o acesso a intervenções e direitos. O desenvolvimento da linguagem apresentou-se heterogêneo, com relatos de regressão da fala, vocabulário restrito e uso de comportamentos não verbais como forma de comunicação. A socialização foi descrita como uma área de dificuldade recorrente para toda a família, marcada por afastamento social, limitações na reciprocidade e preocupação com a inclusão. As formas de comunicação evidenciaram predominância da comunicação não verbal para expressar desconfortos e necessidades. As adaptações realizadas pelas famílias demonstram esforços voltados ao bem-estar e à participação social dos seus filhos. Conclusão: as narrativas revelam que as experiências sociais de pessoas com TEA são permeadas por desafios comunicativos e sensoriais, demandando a mediação familiar.

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Biografia do Autor

Renata Barros, Universidade Estadual de Campinas

Formada em Fonoaudiologia e Pedagogia. Concluiu suas pesquisas em nível de mestrado e doutorado em Linguística pelo Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), e estágio pós-doutoral pelo Laboratório de Estudos Urbanos, também na UNICAMP. É docente na Universidade Estadual de Campinascompondo o corpo docente do curso de Fonoaudiologia, do Programa de Pós-Graduação em Saúde, Interdisciplinaridade e Reabilitação, do Programa em Residência Multiprofissional em Saúde, e colabora com o do Programa em Residência Multiprofissional em Saúde Mental. Atualmente, é coordenadora do Convênio Internacional com o Instituto de Ortofonologia di Roma - IDO (Itália), e pesquisadora convidada do IDO-Brasil. Compõe o Comitê Científico da Fondazione M.I.T.E (Minori, Informazione, Tutela, Educazione), Tìvoli (RM, It). Tem experiência em Fonoaudiologia Clínica e Educacional com foco em educação inclusiva. É autora do livro A singularidade da clínica fonoaudiológica, publicado pela RG Editores (2012), além de organizadora de demais títulos como "Sociedade e Medicalização (Campinas: Pontes, 2015) e "Sociedade e Diversidade" (Campinas: Pontes, 2016). É autora de capítulos de livros e de artigos científicos publicados em periódicos. Desenvolve pesquisas que contam com a colaboração de pesquisadores de diferentes Instituições de Ensino do Brasil e do Exterior. Interessa-se pelo estudo da linguagem e a tecnologia, da linguagem em articulação com a saúde, a educação e o ensino, e pelos estudos dos processos de produção de Políticas Sociais de Saúde e Educação. 

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Publicado

2026-06-29

Como Citar

Ferreira, I. P., & Barros, R. (2026). Percepções de familiares sobre o desprovimento social no desenvolvimento da linguagem de pessoas autistas. Distúrbios Da Comunicação, 38(2), e74430. https://doi.org/10.23925/2176-2724.2026v38i2e74430

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