Written production in the email genre, based on the Portuguese writing production workshop in the Literature course
DOI:
https://doi.org/10.23925/2318-7115.2026v47i1e76178Keywords:
Written production, Email discourse genre, Sociocommunicative functionAbstract
This study investigates the following research question: how does the perspective of Writing as Work—grounded in the studies of the Bakhtin Circle—contribute to the development of academic writing among Literature students through the production and rewriting of the email discourse genre? The objective was to analyze the contributions of teacher mediation, revision, and rewriting to the enhancement of writing competence in a university context. The research adopts a qualitative approach, structured as a critical-reflective account of experience, developed during a teaching internship in the "Portuguese Writing Production Workshop" course within a university Language and Literature program. Pedagogical mediation took place through interactive lectures, planning activities, collaborative revision, and rewriting, with a student's written work serving as the object of analysis. The study is grounded in the theoretical premises of the Bakhtin Circle (Bakhtin, 2017; 2016[1979]; 2011[1979]; Volóchinov, 2021[1929])—specifically the notions of dialogism and discourse genres—linked to Geraldi’s (2005[1984]; 1996; 2013[1991]) perspective of "Writing as Work" and the contributions of Fiad and Mayrink-Sabinson (1991) regarding process-oriented writing and rewriting. The results demonstrate that pedagogical mediation fostered significant progress in compositional organization, stylistic choices, and the text's suitability for the production and circulation conditions of the email genre. We conclude that writing, conceived as a social, dialogic, and process-oriented practice, enhances academic literacy and contributes to the development of writers who are more aware of their communicative intentions and the specificities of discourse genres.
Downloads
References
ANTUNES, I. Aula de português: encontro e interação. São Paulo: Parábola Editorial, 2003.
BAKHTIN, M. Para uma filosofia do ato responsável. Tradução de Valdemir Miotello e Carlos Alberto Faraco. São Carlos: Pedro & João Editores, 2017.
BAKHTIN, M. Os gêneros do discurso. Organização, tradução, posfácio e notas de Paulo Bezerra; notas da edição russa de Serguei Botcharov. São Paulo: Editora 34, 2016.
BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. 6. ed. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2011 [1979].
BARBOSA, R. C. D.; OLIVEIRA, E. B.; RODRIGUES, I. C. F. S. Escrita acadêmica, um exercício na educação superior. In: SOUZA, E. G.; RODRIGUES, I. C. F. S. (orgs.). Alfabetizações, letramentos e docências na Amazônia: diálogos escola-universidade. Belém: RFB, 2023. p. 157-179. Disponível em: rfbeditora.com. Acesso em: 8 mai. 2025.
BRAIT, B. Análise e Teoria do Discurso. In: BRAIT, B. (org.). Bakhtin: outros conceitos chaves. São Paulo: Contexto, 2006. p. 9-31.
BRAIT, B. et al. Bakhtin e a Linguística: um diálogo iniciado nos anos 1920. Bakhtiniana, São Paulo, v. 20, n. 1, e66039p, jan./mar. 2025. Disponível em: scielo.br〈=pt. Acesso em: 8 maio 2025.
BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros curriculares nacionais: língua portuguesa. Brasília: MEC/SEF, 1998.
BRASIL. Ministério da Educação. Lei nº 9394/96, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília: MEC, 1996.
BRONCKART, Jean-Paul. Atividade de linguagem, textos e discursos: por um interacionismo sociodiscursivo. Tradução de Anna Rachel Machado. São Paulo: Educ, 1999.
CARMO, A. N. A organização do parágrafo na produção de textos dissertativos. Revista Diálogos (RevDia), Cuiabá: UFMT, v. 10, n. 1, p. 119-132, jan./abr. 2022. Disponível em: ufmt.br. Acesso em: 8 mai. 2025.
CRUZ, P. E. O. Metodologias ativas para a educação corporativa. Salvador: Prospecta, 2018. E-book. Disponível em: ufal.br. Acesso em: 10 set. 2024.
FIAD, R. S. A escrita na universidade. Revista da ABRALIN, Campinas, v. eletrônico, n. especial, p. 357-369, 2ª parte, 2011. Disponível em: abralin.org. Acesso em: 3 jul. 2026.
FIAD, R.S.; MAYRINK-SABINSON, M.L.T. A escrita como trabalho. In.: MARTINS, M. H. (org.). Questões de linguagem. São Paulo: Contexto, p. 54-63, 1991.
GERALDI, J.W. Portos de Passagem. 5. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2013[1991].
GERALDI, J.W. (org.). O texto na sala de aula: leitura e produção. 10. ed. Cascavel: Assoeste, 2005 [1984].
GERALDI, J. W. Escrita como trabalho: operações e meta-operações de construção de texto. Contexto: Revista do Departamento de Línguas e Letras, Vitória: UFES, n. 4, p. 136-139, 1996. Disponível em: ufes.br. Acesso em: 18 out. 2024.
GUIMARÃES, J. E. O trabalho com o gênero e-mail na produção de textos em português como língua estrangeira. Revista Letra Magna, Cubatão: IFSP, v. 13, n. 21, p. 141-158, 2017. Disponível em: ifsp.edu.br. Acesso em: 8 out. 2024.
MARCUSCHI, L.A. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola, 2008.
MARCUSCHI, L.A. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In.: DIONÍSIO, A. P; MACHADO, A. R; BEZERRA, M. A. (orgs.). Gêneros Textuais & Ensino. 2. ed. Rio de Janeiro: Lucerna, p. 19-36., 2003.
MARCUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros textuais emergentes no contexto da tecnologia digital. In: REUNIÃO DO GEL, 50., 2002, São Paulo. Conferência [...]. São Paulo: USP, 2002. Disponível em: scribd.com. Acesso em: 9 out. 2024.
MELO, E.A.; SANTANA, F.P. A influência da linguagem da internet na escrita formal: uma pesquisa com alunos do 9º ano na cidade de Tobias Barreto-Se. Revista Cadernos de Estudos e Pesquisa na Educação Básica. Recife: UFPE, v. 1, p. 21-34, 2017.
MOURA, E. M.; ASSIS, P. A. R. A.; COSTA, E. O ensino-aprendizagem de escrita por meio do gênero discursivo crônica: análise de textos de estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Revista Educação Pública, Rio de Janeiro: SECTI, v. 21, n. 42, 23 nov. 2021. Disponível em: cecierj.edu.br. Acesso em: 4 out. 2024.
OLIVEIRA, E. B.; OHUSCHI, M. C. G.; RODRIGUES, I. C. F. S. S. Sequência de atividades de leitura e análise linguística na perspectiva dialógica com o gênero discursivo apólogo. The ESPecialist, São Paulo: PUC, v. 45, n. 1, p. 122-141, 2024. Disponível em: doi.org. Acesso em: 3 jul. 2026.
RODRIGUES, R. H. Análise de gêneros do discurso na teoria bakhtiniana: algumas questões teóricas e metodológicas. Linguagem em (Dis)curso, Tubarão, v. 4, n. 2, p. 415-440, jan./jun. 2004. Disponível em: scielo.br. Acesso em: 3 jul. 2026
ROJO, R.H.R. Gêneros do discurso e gêneros textuais: questões teóricas e aplicadas. In.: MEURER, J.L et al. (orgs.). Gêneros: teorias, métodos, debates. São Paulo: Parábola Editorial, 2005, p. 184-207.
ROJO, R.H.R. BARBOSA, J.P. Hipermodernidade, multiletramentos e gêneros discursivos. São Paulo: Parábola Editorial, 2015.
SERCUNDES, M.I. Ensinando a escrever. In.: CHIAPPINI, L. Aprender e ensinar com textos. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2000, p. 75-97.
SILVA, N.D. E-mail: um gênero discursivo cômodo e incômodo. Revista Anápolis Digital, Anápolis: Secretaria Municipal de Educação de Anápolis-GO, v. 3, p. 113-126, 2012.
VIEIRA, E. C. Gênero pode ser suporte também? Portal Escrevendo o Futuro, São Paulo: Cepec, 2024. Disponível em: escrevendoofuturo.org.br. Acesso em: 2 out. 2024.
VIEIRA, F. E.; FARACO, C.A. Texto e discurso (Escrever na universidade 2). São Paulo: Parábola, 2019.
VOLÓCHINOV, V. N. Marxismo e filosofia da linguagem: problemas fundamentais do método sociológico na ciência da linguagem. Tradução: Sheila Grillo e Ekaterina Vólkova Américo. São Paulo: Editora 34, 2021.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2026 The ESPecialist

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
The authors grant the journal all copyrights relating to the published works. The concepts issued in signed articles are the absolute and exclusive responsibility of their authors.




Esta obra está licenciada com uma Licença