Instanciação do gênero desafio em situações de discurso agônico
DOI:
https://doi.org/10.23925/2318-7115.2026v47i1e74269Palavras-chave:
Avaliatividade;, Refutação, GêneroResumo
Neste trabalho, buscamos determinar os constituintes estruturais e discursivos que definem o gênero Desafio. O conhecimento desse gênero contribui para a construção de pedagogias ligadas à participação cidadã dos educandos e à reflexão sobre os usos e efeitos do discurso. O trabalho ancorou-se no conceito de gêneros da família dos argumentos de Martin e Rose (2008), Coffin (2006) e Serra (2022); e no subsistema de engajamento do sistema de avaliatividade proposta por Martin e White (2005). Demonstramos que o gênero Desafio apresenta uma estrutura de etapas e fases muito mais complexa do que aquela proposta por Martin e Rose (2008), pois os textos articulam etapas como antiteses, subteses e argumentos em diversas fases que se explicam a partir dos propósitos sociocomunicativos. Além disso, a análise de etapas e fases do texto revelou uma ampla fronteira topológica entre o gênero Desafio e o gênero Exposição, com a constituição de sentidos de refutação e de sustentação. Nesse caso, a distinção entre esses gêneros se dá por meio da análise da construção dos sentidos da contração dialógica, com o Desafio exigindo a presença da etapa antitese e o acionamento do mecanismo de refutação por contestação, pois os mecanismos da refutação por negação e da validação não são suficientes para inscrever o texto dentro desse gênero.
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