Educação Matemática: A articulação de concepções e práticas inclusivas e colaborativas
Mathematical Education: Articulation of inclusive and collaborative conceptions and practice

Danielle Aparecida Nascimento Santos, José Eduardo de Oliveira Evangelista Lanuti, Naiara Chierici Rocha, Denner Dias Barros

Resumo


O artigo aborda o desenvolvimento de pesquisas vinculadas ao Grupo de Pesquisa Ambientes Potencializadores para a Inclusão (API) da Universidade Estadual Paulista (UNESP), Presidente Prudente/SP. As pesquisas retratadas buscam trazer contribuições sobre a Educação Matemática em uma perspectiva inclusiva. Pautam-se na perspectiva de que uma escola verdadeiramente inclusiva é aquela que valoriza as diferenças e que necessita cada vez mais de um trabalho colaborativo entre os professores. A abordagem metodológica das pesquisas é qualitativa do tipo intervenção. Os resultados foram organizados por pesquisa e evidenciam que a Matemática pode ser mais acessível, inclusiva, contextualizada e interessante a todos os estudantes, desde que se realizem práticas de ensino colaborativas e pautadas em estratégias baseadas em projetos.


Palavras-chave


Educação Matemática; Práticas Inclusivas; Ensino Colaborativo.

Texto completo:

PDF

Referências


BOGDAN, R.; BIKLEN, S. (1994). Investigação qualitativa em educação: uma introdução à teoria e aos métodos. Porto, Porto Editora, (336).

BRASIL. Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002. Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 25 abr. 2002. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10436.htm. Acesso em: 03 out. 2012a.

BRASIL. Resolução Nº. 4, de 2 de outubro de 2009. Institui as Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica, na modalidade Educação Especial. Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação Básica. Disponível em: . Acesso em: 04. jun. 2015.

BICUDO, M. A. (1993). Pesquisa em educação matemática. Pro-posições, Campinas, FE-Unicamp, Cortez, v. 4, n. 1 (10), p. 18-23, mar.

CHARNAY, R. (2001). Aprendendo (com) a resolução de problemas. In: Didática da Matemática: Reflexões Psicopedagógicas. PARRA, C; SAIZ, I. (orgs); trad. Juan Acuña Llorens. 2 ed – Porto Alegre, Artes Médicas, p. 36-47.

FRIEND, M.; COOK, L. (1990). Collaboration as a predictor for success in school reform. Journal of Educational and Psychological Consultation, v.1, n.1, p.69-86, jun.

GIL, R. S. A. (2007). Educação Matemática dos Surdos: um estudo das necessidades formativas dos professores que ensinam conceitos matemáticos no contexto de educação de deficientes auditivos em Belém/PA. Dissertação de Mestrado em Ensino de Ciências e Matemática, Belém, Universidade do Pará.

HERNÁNDEZ, F; VENTURA, M. (1998). A Organização do currículo por projetos de trabalho. Porto Alegre, Artmed.

LORENZATO, S. (2006). Educação Infantil e percepção matemática. Campinas, SP: Autores Associados. (Coleção Formação de Professores).

LÜDKE, M; ANDRÉ, M. (1986). Pesquisa em Educação: Abordagens qualitativas. São Paulo, EPU.

MANTOAN, Maria T. E. (2003). Inclusão Escolar: o que é? Por quê? Como fazer?. São Paulo, Moderna. (Coleção: cotidiano escolar)

NOGUEIRA, C.M.I e MACHADO, E. L. (1995). O ensino de matemática para deficientes auditivos: uma visão psicopedagógica. Relatório final da pesquisa do Departamento de Matemática, Universidade Estadual de Maringá.

PAIS, L. C. (2006). Ensinar e Aprender Matemática. Belo Horizonte, Autêntica.

PIMENTA, S. G. (2006). Professor Reflexivo: construindo uma crítica. In: Professor reflexivo no Brasil gênese e crítica de um conceito. PIMENTA, Selma G.; GHEDIN, Evandro (orgs), 4ª ed. São Paulo, Cortez, p. 17-52.

POULIN, J. R. (2013). A Pedagogia da Contribuição no contexto das diferenças: desafios e obstáculos. In: XI Congresso Nacional de Educação EDUCERE, 2013. Disponível em: http://educere.bruc.com.br/arquivo/pdf2013/8485_5801.pdf. Acesso em: 07 ago. 2018.

QUADROS, R.M. (1997). A educação de surdos: a aquisição da linguagem. Porto Alegre, Artes Médicas.

SÃO PAULO. Secretaria da Educação. (2008). Escola de Tempo Integral. Oficina de Experiências Matemáticas Ciclos I e II. São Paulo, C.T.P.

SCHLÜNZEN, E.T.M.; SANTOS, D.A.N. Práticas Pedagógicas do Professor: Abordagem Construcionista, Contextualizada e Significativa para uma Educação Inclusiva. 1ª ed. Curitiba: Appris Editora, 2016.

SCHLÜNZEN, E. T. M. (2015). Abordagem construcionista, contextualizada e significativa: formação, extensão e pesquisa em uma perspectiva inclusiva. Tese de Livre Docência, Presidente Prudente, Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT/UNESP), Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho.

SCHLÜNZEN, E. T. M. (2010). Mudanças nas práticas pedagógicas do professor: criando um ambiente construcionista contextualizado e significativo para crianças com necessidades especiais físicas. Tese de Doutorado, São Paulo, Pontifícia Universidade Católica.

VASCONCELLOS, C. S. (2008). Avaliação da Aprendizagem: práticas de mudança por uma práxis transformadora. 9ª ed. São Paulo, Libertad.

WEISZ, T.; SANCHEZ, A. (2011). O diálogo entre o ensino e a aprendizagem. 2. ed- São Paulo, Ática.




DOI: https://doi.org/10.23925/1983-3156.2019v21i1p254-276

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM