Epistemologia na pesquisa em educação matemática

Autores

DOI:

https://doi.org/10.23925/1983-3156.2022v24i2p063-082

Palavras-chave:

Epistemologia, formação de pesquisadores, Educação matemática

Resumo

Este artigo tem por meta focar a “Epistemologia da Pesquisa em Educação Matemática: Metodologia e Tecnologias”, que foi o tema do XXIV EBRAPEM – Encontro Brasileiro de Estudantes de Pós-Graduação em Educação Matemática, tomando-o em sua afirmação principal e realizando um exercício filosófico dos significados que venham a se evidenciar. Colocar o termo epistemologia sob foco de investigação é importante, uma vez que ele é tomado como dado, no cotidiano do trabalho de realizar pesquisa, sem uma reflexão a respeito do que diz. A pergunta subjacente ao tratado no texto é se faz sentido afirmar que há uma epistemologia de pesquisa.  No artigo, destacam-se os significados de epistemologia e se expõe o trazido por esses significados em sintonia com o seu complemento da pesquisa; enfatizam-se as compreensões que advêm dessa análise; evidencia-se o que o esclarecimento realizado está a demandar que se indague; e se desenvolve um exercício de imaginação, tendo em vista visualizar o que a epistemologia da pesquisa enseja em termos de compreensões de pesquisa na área da Educação Matemática.

Metrics

Carregando Métricas ...

Biografia do Autor

Maria Aparecida Viggiani Bicudo, Universidade Estadual Paulista (Unesp)

É Doutora em Ciências pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Rio Claro (1973),. É Livre-docente em Filosofia da Educação, UNESP-Araraquara (1978). Realizou concurso para Professora titular da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1988). Possui experiência na área de Educação, com ênfase em Filosofia da Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: Educação, Educação Matemática, Fenomenologia, Filosofia da Educação Matemática. Permaneceu como Research Fellow na University of California, Berkeley de 1974 a 1976. Realizou estágios na University of London e na Facoltà di Filosofia dell'Università Lateranense di Roma.

Referências

Bunge, M. (1980). Epistemologia. EDUSP.

Carrilho, M. M. (1991). Epistemologia: Posições e Críticas. Fundação Calouste Gulbenkian.

Chisholm, R. M. (1966). Theory of Knowledge. Prentice Hall International.

Euclides (2009). Os Elementos. Tradução de Irineu Bicudo. Editora da Unesp.

Ferrater Mora, J. (2001). Dicionário de Filosofia. Edições Loyola.

Hessen, J. (1960). Teoria do Conhecimento. Armémnio Amado.

Houaiss, A. (2001). Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Ed. Objetiva.

Husserl, E. (2003). Philosophy of Arithmetic. – Psychological and Logical Investigations with texts Tsupplementary from 1887 – 1901. Trad. Dallas Willard. Springer Science+Business Media Dordrecht.

Husserl, E. (1970). The Crises of European Sciences and transcendental Phenomenology. Trad. David Kerr. Northwestern University Press.

Husserl, E. (2002). Idee per una Fenomenologia pura e per uma filosofia fenomenológica. Tradução de Enrico Filippini. Einaudi.

Husserl, E. (2008). A Crise das ciências europeias e a fenomenologia transcendental: uma introdução à filosofia fenomenológica. (Trad. Pedro M.S. Alves). Phainomenon e Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa.

Morente, G. M. (1966). Fundamentos de Filosofia. Mestre Jou.

Ruggiero, G. (1937). Sumário de História da Filosofia. Editora Atenas.

Russell, B. (1957). História do Pensamento Ocidental. Editora Nacional.

Downloads

Publicado

2022-08-31

Edição

Seção

Número especial: Filosofia da Educação Matemática –2022