No hay neutralidade

¿qué matemática utilizamos?

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.23925/1983-3156.2025v27i5p285-303

Palabras clave:

Matemáticas, mperialismo, Neutralidad, Educación matemática, Plan de estudios

Resumen

¿Son las Matemáticas neutrales? ¿Están exentas de las demandas sociales y culturales que forman parte de la construcción social de este mundo? Preguntas como estas nos han inquietado y se concretaron durante el desarrollo de una Maestría en Educación Matemática que construyó narrativas con cuatro docentes negros que trabajan en la formación de docentes de Matemáticas. La ausencia de las Matemáticas en estas narrativas resonó en nuestra investigación, guiada por el Análisis Crítico del Discurso. En vista de esto, asumimos el carácter imperialista de las Matemáticas y problematizamos qué currículos se desarrollan cuando las Matemáticas pueden entenderse desde esta perspectiva. El resultado es un ejercicio de desnaturalización de los significados que estructuran el campo de las matemáticas, para imaginar otras matemáticas posibles.

Biografía del autor/a

Thays Alves Oliveira , Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

Mestrado em Educação Matemática

Daniele Costa Silva, Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)

Doutorado em Engenharia Elétrica

Vanessa Neto, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

Doutorado em Educação Matemática

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Publicado

2025-11-29

Cómo citar

Oliveira , Thays Alves, Daniele Costa Silva, y Vanessa Neto. 2025. «No Hay Neutralidade: ¿qué matemática Utilizamos?». Educação Matemática Pesquisa 27 (5). São Paulo:285-303. https://doi.org/10.23925/1983-3156.2025v27i5p285-303.

Número

Sección

Tema: Estudios e investigaciones sobre planes de estudios y educación matemática