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2012

n. 22 (2012): Verve

verve é atiçada pelo que pulsa de libertário e vivo, na potência de escritos e experimentações de mulheres e homens do passado e do agora; atenta ao que provoca combates contra o que de fora incide autoritário e violento, e contra o que precisa ser revolvido nos anarquismos.

verve pratica a diferença na igualdade e ataca pluralismos, comemorando o movimento incessante da luta na qual não cabem mestres, verdades absolutas, panteões.

é com esse fulgor que verve trata os antigos e propicia o novo. vibrando assim, esse número de verve abre com dossiê sobre os 140 anos do congresso anarquista de st. imier para interpelar os anarquismos hoje, rechaçar o bolor e afirmar o que nos é próprio e vigoroso: a revolta!

em seguida, martín albornoz apresenta como a morte e os funerais de anarquistas foram inventados, na argentina do início do século XX, como acontecimentos políticos e de resistência; enquanto rogério nascimento explicita o conservadorismo dos cânones acadêmicos no pensamento social brasileiro que deliberadamente ignoram intelectuais libertários da primeira metade do século XX.

dos inícios do século que passou há, também, um bravo escrito em que benjamin tucker mostra como o regime da propriedade produz crimes e criminosos, numa reflexão atual em tempos de redimensionamento de propriedades, centralidades de poder e segurança.

o atual libertário segue no artigo de lúcia soares sobre a produção de subjetividades pela tv na sociedade de controle e com gustavo simões na urgência em combater o que resta das ditaduras latino-americanas pela chama produzida com a literatura de roberto bolaño e roberto freire.

nas resenhas, as lutas no tempo presente pelas rebeldias e pela radical força libertária do abolicionismo penal de louk hulsman.

atravessando verve, imagens de periódicos anarquistas dos primeiros anos do século XX que foram, no seu tempo, experiências heterotópicas a enfrentar embates que hoje reemergem para novos guerreiros.

deslocando-se, verve começa sua segunda década com nova capa, no azul único tão caro ao nu-sol.

desdobrando-se, verve transborda em vervedobras levando para os fluxos eletrônicos o tanto de presente e de heterotopia que nos move.







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