O pensamento aritmético de crianças de 4º ano ante dois problemas de adição e subtração
O que revelam seus registros?
DOI:
https://doi.org/10.23925/1983-3156.2026.v28.e74120Palavras-chave:
Educação matemática crítica, Aritmética, Anos iniciais do ensino fundamental, Algoritmo, Adição/subtraçãoResumo
A presente pesquisa investiga as produções das crianças ante dois problemas de adição e subtração. Partindo da Educação Matemática Crítica (EMC), que compreende a aprendizagem matemática enquanto ação, ou seja, um comportamento marcado pela intencionalidade do sujeito, investigamos as respostas de 60 crianças do 4º ano escolar de uma escola pública de São Paulo, em uma atividade de avaliação diagnóstica. O objetivo foi compreender a pluralidade de caminhos por elas apresentados, reveladores da sua ação matemática (muito mais que o mero aplicar correto e obediente de regras algorítmicas). Os dados mostram que houve algoritmos convencionais e caminhos alternativos, com preferência por estes, tendo sido possível analisá-los a partir dos registros deixados no papel, da natureza do pensamento aritmético revelado na resposta e da presença ou não de apoio não-numérico. Dentre a diversidade encontrada, destacamos os caminhos que se traduzem na utilização da contagem de 1 em 1 ou 10 em 10, na composição ou decomposição numérica decimal ou não decimal e na alteração de valores em jogo para facilitar as operações a serem realizadas. Tais caminhos são reveladores de uma forma flexível e criativa de trabalhar com as parcelas, minuendos e subtraendos em jogo, mobilizando conhecimentos sobre os números, o sistema de numeração e as propriedades e regularidades das operações. Diferentemente dos algoritmos convencionais, eles tornam patente a aprendizagem baseada na ação dos sujeitos, abrem cenários para investigação fulcrados na matemática pura e reafirmam, ao educador, a defesa da tarefa dialógica de ir até onde o outro está.
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