Competência na comunicação de estudantes brasileiros de fonoaudiologia
Competências e barreiras
DOI:
https://doi.org/10.23925/2176-2724.2026v38i4e76141Palavras-chave:
Comunicação, Barreiras de Comunicação, Comunicação em SaúdeResumo
Introdução: A comunicação é uma competência fundamental na formação em saúde, pois o profissional necessita utilizar técnicas e habilidades expressivas para exercer o cuidado, trabalho em equipe e o desenvolvimento em sua carreira. Objetivo: Descrever competências e barreiras da comunicação de estudantes brasileiros de Fonoaudiologia a partir da identificação de pontos fortes, pontos fracos, oportunidades e ameaças. Método: Estudo transversal, realizado com 78 estudantes regularmente matriculados em cursos presenciais de Fonoaudiologia. A coleta ocorreu por questionário digital contendo caracterização sociodemográfica, Teste de Autoavaliação da Competência na Comunicação (TACCom) e pela análise de Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças (FOFA). Resultados: A média etária foi de 24,4 anos (DP±7,45), com predominância de mulheres cisgênero e estudantes de instituições públicas. No TACCom, observou-se média de 78,7 pontos (DP±14,6), indicando percepção global positiva das competências comunicativas. A satisfação média com a própria comunicação foi de 7,49 (DP±1,74), embora 41% relatassem queixas comunicativas. Na análise FOFA, destacaram-se como forças: expressividade, objetividade, dicção, clareza e escuta. Como fraquezas: má dicção, nervosismo, timidez, desarticulação e pressa. Entre as oportunidades, sobressaíram: domínio do assunto, temas de interesse, interesse do interlocutor, trabalho e conversas. Nas ameaças: ruído competitivo, interrupções, insegurança, grande público e assunto desconhecido. Conclusão: Os estudantes apresentaram percepção predominantemente positiva de suas competências comunicativas, coexistentes com vulnerabilidades individuais e contextuais. Esse fato reforça a necessidade de estratégias formativas voltadas ao aprimoramento da comunicação na graduação e seus impactos na formação em Saúde.
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