Impacto de oficinas sobre desenvolvimento infantil e atuação fonoaudiológica na formação de futuros educadores
DOI:
https://doi.org/10.23925/2176-2724.2026v38i2e74458Palavras-chave:
Professores, Educação Infantil, Desenvolvimento Infantil, Educação em Saúde, FonoaudiologiaResumo
Introdução: A compreensão dos marcos do desenvolvimento infantil é fundamental para a prática pedagógica e para a detecção precoce de alterações. No entanto, lacunas na formação inicial de professores ainda dificultam a atuação preventiva e colaborativa no ambiente escolar. Objetivo: Relatar e analisar o impacto de oficinas educativas sobre os marcos do desenvolvimento na infância para futuros educadores. Método: Estudo do tipo transversal com abordagem descritiva, realizado com 40 estudantes do ensino médio técnico em magistério. Aplicaram-se questionários pré e pós oficinas para avaliar conhecimento, autopercepção e satisfação dos participantes. A análise descritiva desses dados foi feita por meio do cálculo de frequência absoluta e percentagem simples para os itens de questões fechadas. Resultados: Antes da intervenção, 67,5% relataram apenas conhecimento básico sobre os marcos do desenvolvimento e 12,5% declararam não possuir nenhum conhecimento prévio. Após as oficinas, 92,5% passaram a se classificar em nível avançado e 100% afirmaram conhecer a atuação do fonoaudiólogo. A maioria avaliou os encontros como excelentes (87,5%), relatou ter aprendido conteúdos novos (100%) e declarou intenção de aplicar os conhecimentos em sua prática profissional (95%). Conclusão: As oficinas mostraram-se eficazes para ampliar o conhecimento dos futuros educadores sobre os marcos do desenvolvimento infantil e sobre a atuação fonoaudiológica, além de promover elevada satisfação e intenção de uso prático dos conteúdos. Os achados reforçam a relevância de incluir ações formativas intersetoriais na formação docente, fortalecendo a promoção do desenvolvimento infantil no contexto escolar
Downloads
Métricas
Referências
1. Fittipaldi ALM, O’Dwyer G, Henriques P. Educação em saúde na atenção primária: as abordagens e estratégias contempladas nas políticas públicas de saúde. Interface (Botucatu). 2021; 25(1): 1-10.
2. Iglesias A, Garcia DC, Pralon JA, Badaró-Moreira MI. Educação Permanente no Sistema Único de Saúde: Concepções de Profissionais da Gestão e dos Serviços. Psicol Cienc Prof. 2023; 43 (1): 25-51.
3. Souza RMP, Costa PP. Educação permanente em saúde na formação da Rede Brasileira de Escolas de Saúde Pública. Saúde Debate. 2019; 43(spe1): 116-126.
4. Celeste LC, Zanoni G, Queiroga B, Alves LM. Mapeamento da Fonoaudiologia Educacional no Brasil: formação, trabalho e experiência profissional. CoDAS. 2017; 29(1): 1-12.
5. Masuyama PMK. Por uma escola para todos: trabalho colaborativo da fonoaudiologia educacional. Rev Teias. 2021; 22(65): 55–72.
6. Silva CEE, et al. Fonoaudiólogo na escola: relato de experiência de uma ação extensionista em linguagem oral e escrita. Braz J Dev. 2021; 7(5): 518–27.
7. Melo JKO, Teixeira CF, Queiroga BAM. Teachers’ knowledge on Educational Speech-Language-Hearing Pathology and the relevance of communication to learning. Rev CEFAC. 2021; 23(1): 1-10.
8. Alexandre DS, Alpes MF, Reis ACMB, Mandrá PP. Validation of a booklet on language developmental milestones in childhood. Rev CEFAC. 2020; 22(2): 1-12.
9. Teixeira MCTV, Carvalho FA, Emerich DR, Cevallos PV, Paula CS. Indicadores de atraso no desenvolvimento em crianças de creche advindas de famílias de baixa renda. Estud Pesqui Psicol. 2017; 17(3): 1042–62.
10. Feitosa FB, Prette ZAPD, Loureiro SR. Acuracidade do professor na identificação de alunos com dificuldade de aprendizagem. Temas Psicol. 2007; 15(2): 237–47.
11. Nogueira PH, Villas S. Juventude, indisciplina e regras escolares. Belo Horizonte: UFMG; 2014.
12. Rédua LS, Kato DS. Oficinas pedagógicas na formação inicial de professores de Ciências e Biologia: espaço para formação intercultural. Ciênc Educ (Bauru). 2020; 26(1): 1-10.
13. Macedo KDS, et al. Active learning methodologies: possible paths to innovation in health teaching. Esc Anna Nery. 2018; 22(3): 20-35.
14. Tolentino GL, Nascimento E, Lemos AF, Frizzo ACF. Recursos educacionais em Fonoaudiologia: ações de educação permanente em saúde. Saúde Transform Soc. 2022;13(2): 37–46.
15. Gertel MCR, Maia S. O fonoaudiólogo e a escola: reflexões acerca da inclusão escolar – estudo de caso. Rev CEFAC. 2011;13(5): 54–61.
16. Maranhão PCS, Pinto SMPC, Pedruzzi CM. Fonoaudiologia e educação infantil: uma parceria necessária. Rev CEFAC. 2009;11(1): 59–66.
17. Bezerra ET, et al. Metodologias ativas e aprendizagem significativa: estratégias para promover o engajamento e a autonomia dos alunos no processo educacional. Rev Foco. 2024;17(10): 63-71.
18. Leal FLA, Amorim ALN, Lopes DMC. Formação de professores da educação infantil: experiências do curso de especialização em docência. Cad CEDES. 2023; 43(119): 119–29.
19. Menezes KM, et al. Educação em saúde no contexto escolar: construção de uma proposta interdisciplinar de ensino-aprendizagem baseada em projetos. Educ Pop Saúde. 2020; 3 (1): 48–66.
20. Silva RCS, Silva APS, Santos CAS, Silva DA, Barbosa DS, Sousa ERC, Mendonça ECDP, Faustino LIAS. Transtornos do neurodesenvolvimento na escola: desafios e propostas pedagógicas. Cuad Educ Desarro. 2025;17(4): 80-90.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Keylla Cristina Rufino Silva Pereira, Brenda Borges Salviano, Matheus Francoy Alpes

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.






