Pressupostos epistemológicos para aprender matemática:

uma análise entre Paulo Freire e a neurociência cognitiva

Autores

  • Daniela Jéssica Veroneze Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões - URI Frederico Westphalen
  • Arnaldo Nogaro Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões - URI https://orcid.org/0000-0003-0517-0511

DOI:

https://doi.org/10.23925/1983-3156.2026.v28.e72191

Palavras-chave:

Pressupostos epistemológicos, Neurociência cognitiva

Resumo

O artigo tem como objetivo evidenciar os pressupostos basilares para aprender matemática em qualquer nível, analisando os pressupostos epistemológicos de Freire e da neurociência cognitiva. Sua metodologia é qualitativa e bibliográfica, usando como principais autores Paulo Freire (1996, 2022, 2020, 2005, 2001, 1967, 2024a, 2024b), Dehaene (2016, 2022) e Cosenza e Guerra (2011). Interpreta-se que os principais pressupostos epistemológicos são: pensar-pensamento, conhecimento, linguagem-comunicação, emoções-sentimentos, funções executivas, motivação e práxis e consciência. Depreende-se a partir das convergências que a educação matemática é uma área complexa, encontrando tensão entre o conhecimento inato, o aprendido, o técnico e o político.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Daniela Jéssica Veroneze, Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões - URI Frederico Westphalen

Doutora em Educação

Arnaldo Nogaro, Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões - URI

Doutor em Educação

Referências

Alrø, H.; Skovsmose, O. (2006). Diálogo e Aprendizagem em Educação Matemática. Belo Horizonte: Autêntica.

Andrade, L. A. B.; Silva, E. P. (2005). O conhecer e o conhecimento: comentários sobre o viver e o tempo. Ciências & Cognição, (4), 35-41. http://www.cienciasecognicao.org/.

Bear, M. F.; Connors, B. W.; Paradiso, M. A. (2017). Neurociências: desvendando o sistema nervoso. 4. ed. Porto Alegre: Artmed.

Corso, L. V.; Dorneles, B. V. (2012). Qual o papel que a memória de trabalho exerce na aprendizagem da matemática? Bolema, v. 26, n. 42b, abr. https://doi.org/10.1590/S0103-636X2012000200011.

Cosenza, R; Guerra, L. (2011). Neurociência e educação. Artmed Editora.

D’Ambrosio, U. (1986). Da realidade à ação: reflexões sobre educação matemática e educação matemática. 6. ed. São Paulo: Summus editora.

D’Ambrosio, U. (2014). Educação Matemática: da teoria à prática. 23. ed. 2. reimp. Campinas, SP: Papirus.

Damásio, A. (1996). O Erro de Descartes: emoção, razão e o cérebro humano. São Paulo: Companhia das Letras.

Dehaene, S. (2016). El cerebro matemático: Cómo nacen, viven y a veces mueren los números en nuestra mente. 1. ed. Buenos Aires: Siglo Veintiuno Editores.

Dehaene, S. (2022). É assim que aprendemos: por que o cérebro funciona melhor do que qualquer máquina (ainda…). São Paulo: Editora Contexto, 2022.

Diamond, A. (2013). Executive functions. Annual review of psychology, (64), 135-168. https://shre.ink/bHkV.

Dias, N. M.; Seabra, A. G. (2015). Funções executivas: desenvolvimento e intervenção. Estudos Interdisciplinares em Psicologia, (1) 80-95. https://shre.ink/b2z4

Freire, P. (1967). Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

Freire, P. (1996). Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Paz e Terra, Rio de Janeiro.

Freire, P. (2001). Política e educação: ensaios. 5. ed. São Paulo: Cortez.

Freire, P. (2005). Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

Freire, P. (2020). Educação e mudança. 41. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

Freire, P. (2022). Extensão ou comunicação? 25. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

Freire, P. (2024a). Professora sim, tia não: cartas a quem ousa ensinar. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

Freire, P. (2024b). Pedagogia da indignação. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

Freire, P.; D’Ambrosio, U.; Mendonça, M. (1997). A Conversation with Paulo Freire. For the Learning of Mathematics, Canadá, v. 17, n. 3, p. 7-10, nov. 1997. Disponível em: http://www.jstor.org/stable/40248246. Acesso em: 13 jun. 2024.

Lent, R. (2010). Cem bilhões de neurônios. Rio de Janeiro: Atheneu.

Maturana, H.; Varela, F. J. (2001). A árvore do conhecimento: as bases biológicas da compreensão humana. São Paulo: Palas Athena.

Nicolelis, M. (2020). O verdadeiro criador de tudo: como o cérebro humano moldou o universo tal como o conhecemos. São Paulo: Editora Crítica.

Pinto, N. B. (1998). O erro como estratégia didática no ensino da matemática elementar. Tese (Doutorado em Didática) Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1998. DOI:10.11606/T.48.1998.tde-12022015-151819.

Skovsmose, O. (2008). Desafios da reflexão em educação matemática crítica. Campinas/SP: Papirus.

Skovsmose, O. (2013a). Educação Crítica: Incerteza, Matemática e Responsabilidade. Ed. Cortez, São Paulo.

Skovsmose, O. (2013a). Educação Matemática Crítica: a questão da democracia. 6. ed. Campinas/SP: Papirus.

Tenente, L. (2025). Antes 'melhor do mundo', Finlândia vê desempenho dos alunos cair e tenta encontrar erro; modelo inspirou Brasil. Jornal G1. https://shre.ink/bHTb.

Publicado

2026-03-23

Como Citar

Veroneze, D. J., & Nogaro, A. (2026). Pressupostos epistemológicos para aprender matemática: : uma análise entre Paulo Freire e a neurociência cognitiva. Educação Matemática Pesquisa: Revista Do Programa De Estudos Pós-Graduados Em Educação Matemática, 28, 01–37. https://doi.org/10.23925/1983-3156.2026.v28.e72191

Edição

Seção

Artigos

Artigos Semelhantes

<< < 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.