Efeito de um programa informatizado de ensino pré-matemático com crianças autistas com e sem deficiência intelectual

Autores

DOI:

https://doi.org/10.23925/1983-3156.2026.v28.e71190

Palavras-chave:

Deficiência intelectual, Educação especial, Equivalência de estímulos, Matemática, Transtorno do espectro do autismo

Resumo

A qualidade do ensino de matemática nas escolas brasileiras tem gerado discussões acerca de procedimentos e formação profissional. O ensino da matemática por meio de discriminações condicionais pode ser organizado em uma rede de relações de estímulos, dentre os quais se pode ensinar diretamente um conjunto de tarefas e avaliar outras, sem ensino direto. O objetivo foi analisar o efeito de um procedimento composto por linha de base e ensino por consequência diferencial, com uso de discriminação condicional de conceitos matemáticos (maior/menor, muito/pouco, igual/diferente) e relação número-quantidade. Participaram da pesquisa quatro estudantes de seis até 15 anos com transtorno do espectro autista (TEA), sendo dois com deficiência intelectual (DI), matriculados na rede regular de ensino, que apresentaram desempenho igual ou inferior a 61% de acertos no Protocolo de Registro e Avaliação das Habilidades Matemáticas (PRAHM). O procedimento de ensino foi organizado em duas etapas. Na primeira, a sequência do ensino foi composta por três grupos: igual/diferente, maior/menor, muito/pouco. A segunda etapa foi composta pelos estímulos numéricos e respectivas quantidades. Foi realizado um esquema de delineamento individual com múltiplas sondagens entre os grupos de estímulos, para avaliação dos resultados. A avaliação de repertório de entrada mostra que os quatro participantes replicaram a defasagem pedagógica, em relação aos conhecimentos básicos, considerando o ano escolar. Os comportamentos que apresentaram maior número de acertos foram a contagem e a sequência numérica. Conclui-se que o procedimento planejado por meio do ensino de discriminações condicionais favoreceu a aquisição de comportamentos pré-matemáticos.

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Biografia do Autor

Maria Victória Pizetta, UFSCar

Mestra em Educação Especial

Priscila Benitez , Universidade Federal do ABC (UFABC)

Doutora em Psicologia

Débora Corrêa Gonçalves, Espectro Intervenção Comportamental

Doutorado em Educação Especial (Educação do Indivíduo Especial) pela Universidade Federal de São Carlos, Brasil(2014)
Terapeuta Ocupacional do Clínica Espectro Núcleo de Psicopedagogia , Brasil

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Publicado

2026-05-11

Como Citar

Pizetta, M. V., Benitez , P., & Gonçalves, D. C. (2026). Efeito de um programa informatizado de ensino pré-matemático com crianças autistas com e sem deficiência intelectual. Educação Matemática Pesquisa: Revista Do Programa De Estudos Pós-Graduados Em Educação Matemática, 28, 001–029. https://doi.org/10.23925/1983-3156.2026.v28.e71190

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