Polissemias da libra

uma proposta pedagógica por meio da etnomodelagem

Autores

DOI:

https://doi.org/10.23925/1983-3156.2026.v28.e73172

Palavras-chave:

Etnomodelagem, Libra, Unidades de medida, Concepcões, Cultura

Resumo

O principal objetivo desta pesquisa foi compreender as concepções das pessoas sobre a libra (lb) como uma unidade de medida, demonstrando a sua polissemia, ou seja, o seu significado, a sua origem, as formas de medir essa unidade e as suas utilizações, tendo em vista os diferentes contextos socioculturais para, assim, propor ações pedagógicas que associem essas concepções com a educação matemática, por meio da etnomodelagem. A pesquisa está teoricamente amparada pelo programa etnomatemática e pela etnomodelagem. A metodologia utilizada é qualitativa, com características etnográficas e uma abordagem baseada na adaptação da teoria fundamentada nos dados. Para a coleta de dados, foram utilizados entrevistas semiestruturadas com participantes colombianos, diário de campo, gravação audiovisual e atividades realizadas com alunos de 8º ano do ensino fundamental em uma escola estadual em Ouro Preto. Dentre os resultados, destacam-se a variedade de polissemias da libra e a influência do trabalho cotidiano sobre suas concepções. Os resultados obtidos mostram que existem conhecimentos matemáticos locais relacionados às concepções sobre a libra que podem ser incluídos em planos de aula de matemática, possibilitando o desenvolvimento de uma relação dialógica (glocal) entre os saberes e fazeres matemáticos locais (abordagem êmica) e os conhecimentos matemáticos globais (abordagem ética).

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Biografia do Autor

Moisés David Asís Mantilla, Universidade Federal de Ouro Preto

Licenciado em Matemática

Milton Rosa, Universidade Federal de Ouro Preto

Doutor em Educação

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Publicado

2026-03-23

Como Citar

Mantilla, M. D. A., & Rosa, M. (2026). Polissemias da libra: uma proposta pedagógica por meio da etnomodelagem. Educação Matemática Pesquisa: Revista Do Programa De Estudos Pós-Graduados Em Educação Matemática, 28, 01–41. https://doi.org/10.23925/1983-3156.2026.v28.e73172

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