Polysémie de la Libra
une proposition pédagogique par l'ethnomodélisation
DOI :
https://doi.org/10.23925/1983-3156.2026.v28.e73172Mots-clés :
Ethnomodélisation, Balance, Unités de mesure, Conceptions, CultureRésumé
L'objectif principal de cette recherche était de comprendre les conceptions de la Balance comme unité de mesure, en démontrant sa polysémie – c'est-à-dire sa signification, son origine, ses modes de mesure et ses utilisations. Compte tenu des différents contextes socioculturels, nous pouvons ensuite proposer des initiatives pédagogiques reliant ces conceptions à l'enseignement des mathématiques par l'ethnomodélisation. La recherche s'appuie théoriquement sur le programme d'ethnomathématique et l'ethnomodélisation. La méthodologie utilisée est qualitative, avec des caractéristiques ethnographiques, et repose sur une approche basée sur l'adaptation de la théorie ancrée. La collecte de données a consisté en des entretiens semi-directifs avec des participants colombiens, des journaux de terrain, des enregistrements audiovisuels et des activités menées avec des élèves de 4e année du primaire d'une école publique d'Ouro Preto. Parmi les résultats obtenus, la variété de la polysémie de la Balance et l'influence du travail quotidien sur ses conceptions se distinguent. Les résultats montrent qu'il existe des connaissances mathématiques locales liées aux concepts de la Balance, qui peuvent être intégrées aux plans de cours de mathématiques, permettant ainsi le développement d'une relation dialogique (glocale) entre les connaissances et pratiques mathématiques locales (approche émique) et les connaissances mathématiques globales (approche étique).
Téléchargements
Références
Andrade, S. M. P. (2020). Etnomatemática, jogos e conteúdos matemáticos e geométricos: um estudo com alunos do 8º ano do ensino fundamental [Tesis de maestría, Universidade Federal de Ouro Preto]. https://www.repositorio.ufop.br/items/ad98170e-ee7a-4b79-955c-855dcd147f13
Aroca, A. (2008). Pensamiento geométrico en las mochilas Arhuacas. Revista U.D.C.A Actualidad & Divulgación Científica, 11(2), 71-83.
Aroca, A. (2022). Un enfoque didáctico del programa de Etnomatemáticas. Tecné, Episteme y Didaxis: 52, 211-248. https://doi.org/10.17227/ted.num52-13743
Aroca, A., Cantillo Fuentes, L., & Pupo Paba, N. (2022). ¿Qué entendemos por sistema de medidas? Una perspectiva Etnomatemática. Amauta, 20(40), 25-44. https://doi.org/10.15648/am.40.2022.3128
Blanco, G. (2008). La integración de la etnomatemática en la etnoeducación. 9° Encuentro Colombiano de Matemática Educativa, Valledupar, Colombia. 1-7.
Bonilla, M. D. C. (2017). El Método etnográfico en una investigación etnomatemática en comunidades indígenas peruanas [Archivo PDF]. http://funes.uniandes.edu.co/21391/1/Bonilla2017El.pdf
Castro, R. S. de. (2025). Decolonialidade na educação matemática: transformações no currículo, na formação docente e nas práticas avaliativas. Revista Diálogo Educacional, 25(84), 320-334. https://doi.org/10.7213/1981-416X.25.084.AO05
Cortes, D. P. O. (2017). Re-significando os conceitos de função: um estudo misto para entender as contribuições da abordagem dialógica da etnomodelagem [Tesis de maestría, Universidade Federal de Ouro Preto]. https://www.repositorio.ufop.br/items/f1dffc56-936f-4bf3-b92b-e4f8bfef2200
D’Ambrosio, U. (1990). Etnomatemática: arte ou técnica de explicar e conhecer. Editora Ática.
D’Ambrosio, U. (2001). Etnomatemática: elo entre as tradições e a modernidade. Editora Autêntica.
D’Ambrosio, U. (2011). Educação para uma sociedade em transição. EDUFRN.
D’Ambrosio, U. (2018). Etnomatemática, justica social y sustentabilidad. Estudos Avanzados, 32(94), 189-204.
De Oliveira, B., & Mendes, E. (2017). Etnomatemática: O ensino de medida de comprimento no 6º ano do ensino fundamental na Escola Indígena Kanamari Maraã/AM, Brasil. Revista Latinoamericana de Etnomatemática Perspectivas Socioculturales de la Educación Matemática, 9(2), 53-66.
Fernandes, F., & Tamayo, C. (2024). Etnomatemática e ensino superior: polissemias junto a camponeses e indígenas em formação como professores que problematizam matemáticas. In M. Rosa, Z. Madruga y R. Pinheiro (Eds.), Concepções Teóricas, Filosóficas e Metodológicas das Interlocuções Polissêmicas do Programa Etnomatemática (pp. 135-151). Editora CRV.
Freire, P. (1996). Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo, SP: Paz e Terra.
Gasque, K. C. G. D. (2007). Teoria fundamentada: nova perspectiva à pesquisa exploratória. Em S. Muelleer (Ed.), Métodos para a pesquisa em ciência da informação (pp. 83-118). Brasília, DF: Thesaurus.
Gerdes, P. (2013). Geometría y cestería de los Bora en la Amazonía Peruana [Geometry and basketry of the Bora in the Peruvian Amazon]. Ministerio de Educación.
Glaser, B. G., & Strauss, A. L. (1967). The discovery of grounded theory: strategies for qualitative research. New York, NY: Aldine de Gruyter.
Kula, W. (1999). Las medidas y los hombres. Siglo veintiuno editores.
Madruga, Z. E. F. (2023). Etnomodelagem e construções históricas: uma análise do processo de pesquisa de estudantes do Ensino Médio. Perspectivas da Educação Matemática, 16(43), 1-23.
Madruga, Z. E. F. (2024). A etnomodelagem como uma polissemia da etnomatemática. En M. Rosa, Z. Madruga y R. Pinheiro (Eds.), Concepções Teóricas, Filosóficas e Metodológicas das Interlocuções Polissêmicas do Programa Etnomatemática (pp. 227-244). Editora CRV.
Madruga, Z. E. F., Almeida, C. G. & Oliveira, J. P. (2024). Etnomodelagem no ensino de matemática. Editora UFRB.
Manchego Palacio, K. A., Utria Hernández, Y. Y., & Aroca Araujo, A. A. (2024). Conexiones etnomatemáticas en el aula con el trompo de tapitas. AIEM – Avances de investigación en educación matemática, 25, 105-130. https://doi.org/10.35763/aiem25.6404
Ministerio de Educación Nacional [MEN]. (2006). Estándares básicos de competencias en lenguaje, Matemáticas, ciencia y ciudadanas. MEN.
Moraes, R. (2003). Uma tempestade de luz: a compreensão possibilitada pela análise textual discursiva. Ciência & Educação: Bauru, SP, 9(2), 191-210.
Morales, L., & Rodríguez, C. (2022). Medidas no convencionales en libros de texto mexicanos. Un análisis desde la Etnomatemática y el enfoque Ontosemiótico. REDIMAT - Journal of Research in Mathematics Education, 11(1), 33-70.
Muhtadi, D., Sukirwan, S., Warsito, W., & Indra, R. (2017). Sundanese Ethnomathematics: Mathematical Activities in Estimating, Measuring, and Making Patterns. Journal on mathematics education, 8(2), 185-198.
Orey, D. C. & Rosa, M. (2021). Etnomodelación como una acción pedagógica para las etnomatemáticas. Acta latinoamericana de matemática educativa – Clame, 34(2), 200-210.
Orey, D. C. (2024). Reflexões sobre a ação pedagógica da educação financeira na perspectiva do etnocurrículo trivium. En M. Rosa, Z. Madruga y R. Pinheiro (Eds.), Concepções Teóricas, Filosóficas e Metodológicas das Interlocuções Polissêmicas do Programa Etnomatemática (pp. 203-225). Editora CRV.
Orey, D. C. (2025). From an imprecise imprecision: reflections on culture and modelling. ICTMA22 Conference Booklet. Linköping University. pp. 144.
Pirela Morillo, J., Blanco, N. & Nones, N. (2003). El Modelo de la Teoría Fundamentada de Glaser y Strauss: Una alternativa para el abordaje cualitativo de lo social. Omnia, 10(1), 55-68.
Quesada, S. E. S. (2023). Análisis etnomatemático de los elementos involucrados en las danzas tradicionales de Costa Rica: un caso específico en la danza afrocaribeña “Palo de Mayo” [Tesis de maestría, Universidade Federal de Ouro Preto]. https://www.repositorio.ufop.br/items/2abef24a-0856-4bd1-84b1-48ac3a2574db
Rey, M., & Aroca, A. (2011). Medición y estimación de los albañiles, un aporte a la educación Matemática. Revista U.D.C.A Actualidad & Divulgación Científica, 14(1), 137-147.
Rodrigues, L. S. (2024). “O que diacho é tarefa?”: etnomodelagem e etnomodelos da produção de arroz em Amarante no Piauí [Tesis de maestría, Universidade Federal de Ouro Preto]. https://www.repositorio.ufop.br/items/c77ad3b3-cc31-48b9-a8a0-75f04b10955a
Rodriguez-Nieto, C. A., Aroca-Araújo, A. A., & Rodríguez-Vásquez, F. M. (2019). Procesos de medición en una práctica artesanal del caribe colombiano. Un estudio desde la etnomatemática. Revista Latinoamericana De Etnomatemática Perspectivas Socioculturales De La Educación Matemática, 12(4). https://doi.org/10.22267/relatem.19124.36
Rodríguez-Nieto, C., Mosquera, G. & Aroca, A. (2019). Dos sistemas de medidas no convencionales en la pesca artesanal con cometa en Bocas de Cenizas. Revista Latinoamericana de Etnomatemática, 12(1), 6-24.
Rodríguez-Nieto, C. A., Nuñez-Gutierrez, K., Rosa, M., & Orey, D. C. (2022). Conexões etnomatemáticas e etnomodelagem na elaboração de piões e tacos de carne. Além de um deleite mexicano. Revemop, 4, 1-34.
Rosa, M. (2010). The perceptions of high school leaders about English language learners (ELL): the case of Mathematics [Tesis de doctorado, California State University]. CSUS.
Rosa, M. (2024). Características decolonizadoras da etnomatemática e da etnomodelagem. In M. Rosa, Z. Madruga., & R. Pinheiro (Eds.), Concepções Teóricas, Filosóficas e Metodológicas das Interlocuções Polissêmicas do Programa Etnomatemática (pp. 35-57). Editora CRV.
Rosa, M. & Júnior Paixão, L. (2024). Reflexões sobre a decolonização do conhecimento matemático por meio da Lei 10.639/2003 e da etnomodelagem. Com a Palavra, o Professor, 9(24), 53–77.
Rosa, M., & Orey, D. (2005). Las Raíces Históricas del Programa Etnomatemáticas. Revista Latinoamericana de Investigación en Matemática Educativa, RELIME, 8(3), 363-377.
Rosa, M., & Orey, D. C. (2012). O campo de pesquisa em etnomodelagem: as abordagens êmica, ética e dialética. Educação e Pesquisa, 38(4), 865-879.
Rosa, M., & Orey, D. C. (2017). Influências etnomatemáticas em salas de aula: caminhando para a ação pedagógica. Editora Appris.
Rosa, M., & Orey, D. C. (2017a). Etnomodelagem: a arte de traduzir práticas matemáticas locais. Editora Livraria de Física.
Rosa, M., & OREY, D. C. (2017b). Polysemic interaction of ethnomathematics: an overview. ETD-Educação Temática Digital, 19(3), 589-621.
Rosa, M., & Orey, D. C. (2018). Explorando a abordagem dialógica da etnomodelagem: traduzindo conhecimentos matemáticos local e global em uma perspectiva sociocultural. Revista Latinoamericana de Matemática, 11(1), 179-210.
Rosa, M., & Orey, D. C. (2024). Etnomodelación como un proceso de glocalización y decolonización Revista Venezolana de Investigación en Educación Matemática, 4(2), 1–23. https://doi.org/10.54541/reviem.v4i2.109
Rosa, M., Madruga, Z. E. F. & Pinheiro, R. C. (2024). Concepções Teóricas, Filosóficas e Metodológicas das Interlocuções Polissêmicas do Programa Etnomatemática. Editora CRV.
Schlegelberger, B. (2016). Los Arhauacos en defensa de su identidad y autonomía, resistencia y sincretismo. Editorial Berlin.
Sousa Santos, B., & Meneses, M. P. (2009). Epistemologias do Sul. Coimbra, Portugal: Almedina.
Trujillo Varilla, O. E., Miranda Viramontes, I., & De la Hoz Molinares, E. E. (2018). Los sistemas de medida en la comunidad Arhuaca: su uso en distintos contextos. Revista Latinoamericana De Etnomatemática Perspectivas Socioculturales de da Educación Matemática, 11(2), 31-51.
Unidad para las Víctimas. (2023). Comunidades negras, afrocolombianas, raizales y palenqueras. UARIV.
Vasco, L. (1992). Arqueología e identidad: el caso Guambiano. Memorias del Seminario de Tendencias Contemporáneas de la Arqueología en América Latina (pp. 176-191). Fondo de Promoción de la Cultura.
Zabala, J. D. (2015). Epistemicidio como negación del reconocimiento: Pensar la educación en las estructuras espacio-temporales de producción y reproducción de desigualdades sociales, Academicus, 1(7), 45-54.
Téléchargements
Publiée
Comment citer
Numéro
Rubrique
Licence
© MOISES DAVID ASIS MANTILLA, Milton Rosa 2026

Ce travail est disponible sous licence Creative Commons Attribution - Pas d’Utilisation Commerciale 4.0 International.
Les auteurs qui publient dans EMP acceptent les conditions suivantes:
- Attribution — Vous devez créditer l'Œuvre, intégrer un lien vers la licence et indiquer si des modifications ont été effectuées à l'Oeuvre. Vous devez indiquer ces informations par tous les moyens raisonnables, sans toutefois suggérer que l'Offrant vous soutient ou soutient la façon dont vous avez utilisé son Oeuvre.
- Pas d’Utilisation Commerciale — Vous n'êtes pas autorisé à faire un usage commercial de cette Oeuvre, tout ou partie du matériel la composant.
- Pas de modifications — Dans le cas où vous effectuez un remix, que vous transformez, ou créez à partir du matériel composant l'Oeuvre originale, vous n'êtes pas autorisé à distribuer ou mettre à disposition l'Oeuvre modifiée.












