O logicismo, intuicionismo e formalismo nas licenciaturas em Matemática das universidades públicas paranaenses
Logicism, intuitionism and formalism: an analysis of the licentiations in mathematics of the public universities Paraná

Gabriele de Sousa Lins Mutti, Cristiane Elise Reich Matioli, Luciana Del Castanhel Peron da Silva, Tiago Emanuel Klüber

Resumo


As discussões, na área da Educação Matemática, sobre as influências do logicismo, intuicionismo e o formalismo e da formação inicial nas práticas pedagógicas dos professores de Matemática levaram-nos a interrogar: O que se mostra sobre o logicismo, intuicionismo e formalismo nos documentos que regem os cursos de licenciatura em Matemática das universidades públicas paranaenses? A análise de conteúdo realizada nos documentos de 22 universidades públicas paranaenses revelou que embora exista um movimento voltado à superação da compreensão do conhecimento matemático como independe do sujeito, ainda são necessárias reflexões filosófico/epistemológicas que permitam ao futuro professor valorizar o aluno como sujeito capaz de elaborar estratégias de construção de conceitos matemáticos e de recheá-los de significado.

 


Palavras-chave


Filosofia; Formação inicial; Matemática; Epistemologia

Texto completo:

PDF

Referências


ARAÚJO, V. R. N. Reflexões sobre a formação inicial do professor de matemática: um olhar da filosofia da educação matemática. 2007. 262 f. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Educação, Mestrado em Educação) – Universidade Do Extremo Sul Catarinense, Santa Catarina. 2007.

BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edição 70, 1979, 229p.

BICUDO, M. A. V. A contribuição da fenomenologia à educação. In: Bicudo, M.A.V., Cappelletti, I.F. (orgs.). Fenomenologia: Uma visão abrangente da educação. São Paulo, Olho d’água, 1999.

BICUDO, M.A. V. Filosofia da Educação Matemática: fenomenologia, concepções, possibilidades didático-pedagógicas. Scielo -Ed. UNESP, 2010.

BICUDO, M. A. V. Pesquisa qualitativa fenomenológica: interrogação, descrição e modalidades de análises. Pesquisa qualitativa segundo a visão fenomenológica. São Paulo: Cortez, p. 53-77, 2011.

BRASIL. Resolução CNE/CP 01/2002, de 18 de fevereiro de 2002. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. 2002

BRASIL. Referenciais Curriculares Nacionais dos Cursos de Bacharelado e Licenciatura. Ministério da Educação/Secretaria de Educação Superior, 2010.

CURY, H.N. Recontando uma história: o formalismo e o ensino de Matemática no Brasil. Boletim GEPEM, n.55, p.157-171, jul./dez, 2009.

FIORENTINI, D. Alguns modos de ver e conceber o ensino da matemática no Brasil. Zetetiké, v.3, n. 4, p.1-37, nov. 1995.

GARNICA, A. V. M. et al. Pesquisa em Educação Matemática: algumas considerações, três exemplos. Ciência e Educação, Bauru-SP, v. 5, p. 02-21, 1997.

GARNICA, A. V. M. Filosofia da Educação Matemática: algumas ressignificações e uma proposta de pesquisa. Pesquisa em educação matemática Pesquisa em educação matemática Pesquisa em educação matemática: concepções e perspectivas. São Paulo: Editora da Unesp, 1999.

HESSEN, J. A essência do conhecimento. In: HESSEN, J. Teoria do Conhecimento. 7. ed. Coimbra-Portugal: Arménio Amado, 1980. Cap. 3. p. 69-95. Tradução: Dr. Antônio Correia.

HOUAISS, A. Dicionário Houaiss de sinônimos e antônimos. Objetiva, 2017. Disponível em: https://houaiss.uol.com.br/pub/apps/www/v3-3/html/index.php#2. Dia: 18 de set. 2017.

HOUAISS, A. Dicionário da Língua Portuguesa. Objetiva, 2010.

HUSSERL, E. The Crisis of European Science and Transcedental Phenomenology. Evanston, Illinois: Northwestern Univerty Press, 1970.

JAPIASSU, Hilton. Dicionário básico de filosofia. Zahar, 2001.

KLÜBER, T. E. Atlas.ti como instrumento de análise me pesquisa qualitativa de abordagem fenomenológica. ETD-Educação Temática Digital, Campinas-SP, v. 16, n. 1, p. 5-23, jan. 2014. Disponível em: < http://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/etd/article/view/1326>. Acesso em: 10 de ago. 2017.

LAKATOS, I. A lógica do descobrimento matemático: provas e refutações. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.

LOUREIRO, D.; KLÜBER, T. E.. As escolas do Formalismo, Logicismo e Intuicionismo: Um olhar para o Ensino de Matemática. In: XIV CIAEM-IACME, Chiapas, México, 2015.14p, Anais...

MARTINS, S. R.. Formação Continuada de Professores em Modelagem Matemática na Educação Matemática: O sentido que os participantes atribuem ao grupo. 139 p., 2016. Dissertação (Mestrado) - Curso de Ensino, Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Foz do Iguaçu, 2016.

MENEGHETTI, R. C. G.; BICUDO, I. Uma discussão sobre a constituição do saber matemático e seus reflexos na educação matemática. Revista BOLEMA: Boletim de Educação Matemática, Rio Claro, SP, ano 16, n. 19, p. 58-72. 2003.

MENEGHETTI, R. C. G. et al. O Intuitivo e o Lógico no Conhecimento Matemático: análise de uma proposta pedagógica em relação a abordagens filosóficas atuais e ao contexto educacional da matemática. Bolema - Boletim de Educação Matemática, v. 22, n. 32, p. 161-188, 2009.

MIGUEL, A. Formas de ver e conceber o campo de interações entre Filosofia e Educação Matemática. In: BICUDO, M. A. V. (Org.). Filosofia da Educação Matemática: concepções & movimento. Brasília: Plano, 2003. cap 2, p. 25-44.

MIGUEL, A. História, filosofia e sociologia da educação matemática na formação do professor: um programa de pesquisa. Educação e Pesquisa, v. 31, n. 1, p. 137-152, 2005.

MONDINI, F. O Logicismo, o Formalismo e o Intuicionismo e seus Diferentes Modos de Pensar a Matemática. In: XII Encontro Brasileiro de Estudantes de Pós-Graduação em Educação Matemática, 2008, Anais....

MUTTI, G. S. L. Práticas Pedagógicas da Educação Básica num Contexto de Formação Continuada em Modelagem Matemática na Educação Matemática. 2016. 236f. Dissertação (Mestrado em Ensino) – Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Foz do Iguaçu, 2016.

OLIVEIRA, E.; ENS, R.; ANDRADE, D.; MUSSIS, C.R., Análise de Conteúdo e Pesquisa na área de educação. Revista Diálogo Educacional, Curitiba, v. 4, n.9, p.11-27, maio/ago. 2003.

PONTE, J. P., BOAVIDA, A., G., M., ABRANTES, P. (1997). Didáctica da matemática: Ensino secundário. Lisboa: Ministério da Educação, Departamento do Ensino Secundário.

RICHARDSON, R. Pesquisa Social: métodos e técnicas. São Paulo: Atlas, 1999.

SILVA, J. J. da. Fenomenologia e Matemática. In: BICUDO, M. A.V. (São Paulo) (Org.). Filosofia da Educação Matemática: Fenomenologia, concepções, possibilidades didático-pedagógicas. São Paulo: Unesp, 2010. Cap. 2. p. 49-60.

SILVA, J. J. da. Filosofias da Matemática. São Paulo: Unesp, 2007.

SNAPPER, E. As três crises da matemática: o logicismo, o intuicionismo e o formalismo. Humanidades. Brasília, v. 2, n. 8, 1984.

TAMBARUSSI, C. M. A Formação de Professores em Modelagem Matemática: Considerações a partir de Professores Egressos do Programa de Desenvolvimento Educacional do Paraná - PDE. 179 p., 2015. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação - Nível de Mestrado/PPGE, Centro de Educação, Comunicação e Artes, Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Cascavel, 2015.




DOI: https://doi.org/10.23925/1983-3156.2018v21i2p313-334

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM


INDEXADORES DA REVISTA