Um modelo matemático e várias ‘anomalias’

Autores

DOI:

https://doi.org/10.23925/1983-3156.2026.v28.e71374

Palavras-chave:

Teoria antropológica do didático, Campo político

Resumo

Este artigo trata da problemática de modelagem matemática reversa, mais precisamente, com foco no despistar da tarefa que consiste em construir situações de referência inicial no sentido de prover ‘simulações’ situacionais a partir do uso do modelo matemático de cálculo do quociente eleitoral. Para isso, foram utilizados recursos teórico-metodológicos do ciclo investigativo de modelagem matemática e, de maneira mais ampla, da teoria antropológica do didático e da noção de campo destacada por Bourdieu. Os resultados encontrados, a partir de dados realísticos das eleições municipais dos anos de 2020 e 2024, confirmaram a hipótese de que a alteração do conjunto de condições institucionais criadas pelo campo político sem levar em conta a simulação de situações com o uso do modelo matemático, criou condições para geração de domínios de realidades ‘anômalos’ e, como tais, passíveis de questionamentos pela sociedade, pois embora sejam respostas legais, contrastam com o princípio da democracia pluripartidária. Em última análise, esse modelo matemático se mostra atraente para o ensino escolar por incluir vestígios das práticas sociais da regra de três, que sob as “lentes” da transposição didático-institucional, estimulam pesquisas futuras por seu papel estratégico de articulação e de integração para o ensino de outros objetos da matemática escolar, inclusive, como possível resposta à problemática de desarticulação dos saberes matemáticos de interesse da didática da matemática.

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Biografia do Autor

Gleison De Jesus Marinho Sodré, Escola de Aplicação

Possui Graduação em Licenciatura em Matemática pela Universidade do Estado do Pará (2008), Mestrado acadêmico em Educação em Ciências e Matemáticas pela Universidade Federal do Pará (2013) e Doutorado acadêmico em Educação em Ciências e Matemáticas pela Universidade Federal do Pará (2019). Possui experiências como docente na Educação Básica e Superior. Participou de projetos institucionais pelo Programa de Apoio a Projetos de Intervenção Metodológica (PAPIM) com apoio da Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (PROEG) da Universidade Federal do Pará e de projetos de pesquisa desenvolvido na Escola de Aplicação com ênfase em modelagem matemática escolar a partir de noções da Teoria Antropológica do Didático (TAD). Possui experiência como professor supervisor e/ou preceptor em Programas de formação inicial (Programa Residência Pedagógica).

Renato Borges Guerra, Universidade Federal do Pará

Possui graduação em Matemática Licenciatura pela Universidade Federal do Pará (1976), Mestrado em Matemática Aplicada pela Universidade Estadual de Campinas (1982) e Doutorado em Engenharia Elétrica pela Universidade Estadual de Campinas (1987). Atualmente é professor titular da Universidade Federal do Pará. Faz parte do corpo docente do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemáticas desde sua fundação em 2002 e do Programa de Pós-Graduação da Rede de Amazônica de Educação em Ciências e Matemáticas (REAMEC). Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Matemática, atuando principalmente nos seguintes temas: didática da matemática, formação de professores.

Raquel Soares do Rêgo Ferreira, UFPA - UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ

Doutora em Educação Matemática

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Publicado

2026-05-08

Como Citar

Sodré, G. D. J. M., Guerra, R. B., & Ferreira, R. S. do R. (2026). Um modelo matemático e várias ‘anomalias’. Educação Matemática Pesquisa: Revista Do Programa De Estudos Pós-Graduados Em Educação Matemática, 28, 001–026. https://doi.org/10.23925/1983-3156.2026.v28.e71374

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